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Deuteronômio: A Bíblia de Sermões do Pregador

O preço original era: R$59,90.O preço atual é: R$22,90.

Esboços de Pregação no Livro de Deuteronômio para Sermões Expositivos e Estudos Bíblicos

Descrição

Deuteronômio: A Bíblia de Sermões do Pregador é um Livro de Esboços de Pregação Expositiva e Estudos Bíblicos com Pesquisa Arqueológica, Exegética, Histórica e Teológica.

Como pregar Deuteronômio revelando a aliança, a fidelidade de Deus e a esperança do Rei e Profeta prometido

Deuteronômio é o livro de uma geração diante de um novo começo.

Israel está às portas da Terra Prometida. A geração que saiu do Egito praticamente desapareceu no deserto. Moisés está chegando ao fim de sua missão. Josué será o novo líder. A terra está diante do povo.

Mas existe uma questão mais importante do que conquistar Canaã:

Israel permanecerá fiel ao Deus que o redimiu?

É nesse cenário que Moisés relembra a história, reafirma a Lei, expõe as responsabilidades da aliança e chama o povo a amar o Senhor de todo o coração.

Deuteronômio, portanto, não é simplesmente uma repetição das leis encontradas anteriormente no Pentateuco.

É uma renovação da aliança dirigida a uma nova geração que precisa compreender quem Deus é, o que Ele fez e como Seu povo deve viver diante de Sua presença.

Foi exatamente para auxiliar o pregador nessa leitura que nasceu Deuteronômio: Esboços Bíblicos Completos para Pregação Expositiva.

Mais do que uma coleção de sermões, esta obra foi desenvolvida para auxiliar pastores, pregadores, professores e estudantes de Teologia na interpretação e exposição de um dos livros fundamentais para compreender a teologia da aliança no Antigo Testamento.


Muito além de uma repetição da Lei

Deuteronômio apresenta discursos de Moisés dirigidos a Israel nas planícies de Moabe, pouco antes da entrada na Terra Prometida.

  • O povo precisa lembrar.
  • Lembrar do Egito.
  • Lembrar do deserto.
  • Lembrar da provisão.
  • Lembrar das rebeliões.
  • Lembrar da disciplina.
  • Lembrar das promessas.

A memória possui uma função espiritual fundamental no livro. Israel precisa conhecer seu passado para compreender sua responsabilidade no futuro. A obediência exigida não nasce de uma tentativa de conquistar a graça de Deus. Ela é resposta à graça daquele que primeiro redimiu e escolheu Seu povo.


Uma abordagem profundamente bíblica de Deuteronômio

Cada sermão foi elaborado a partir do método histórico-gramatical, integrando cuidadosamente:

✔ Exegese bíblica.

✔ Contexto histórico.

✔ Contexto cultural do antigo Oriente Próximo.

✔ Estrutura literária dos discursos de Moisés.

✔ Teologia da aliança.

✔ Teologia Bíblica.

✔ Teologia Sistemática.

✔ Aplicação pastoral.

✔ Leitura cristocêntrica das Escrituras.

O objetivo não é simplesmente explicar mandamentos antigos.

É compreender a relação entre redenção, aliança, amor, obediência, bênção, juízo e esperança dentro da história da revelação.


Os grandes temas de Deuteronômio

Ao longo desta obra, você acompanhará o desenvolvimento de temas fundamentais como:

✔ A renovação da aliança.

✔ A memória da redenção.

✔ O amor a Deus.

✔ A obediência.

✔ O Shemá.

✔ A santidade do povo.

✔ Justiça e vida comunitária.

✔ Bênçãos e maldições da aliança.

✔ A fidelidade de Deus.

✔ A infidelidade humana.

✔ A escolha entre vida e morte.

✔ A entrada na Terra Prometida.

✔ A sucessão de Moisés.

✔ A esperança do Profeta prometido.

Cada passagem é estudada em seu contexto histórico, literário e teológico, demonstrando como os discursos de Moisés participam do desenvolvimento da história da redenção.


Sermões completos e plenamente pregáveis

Cada sermão apresenta uma estrutura cuidadosamente organizada.

Você encontrará:

✔ Tema.

✔ Objetivo.

✔ Mensagem central.

✔ Introdução.

✔ Contexto histórico e literário.

✔ Desenvolvimento em três pontos.

✔ Aplicações práticas.

✔ Princípio central da passagem.

✔ O Messias revelado no texto.

✔ O Evangelho presente na passagem.

✔ Conclusão.

Tudo preparado para preservar a fidelidade ao texto bíblico e conduzir cada exposição ao coração do Evangelho.


Desenvolvido para quem deseja pregar Deuteronômio com fidelidade

Esta obra foi preparada especialmente para:

• Pastores.

• Pregadores.

• Professores de Escola Bíblica Dominical.

• Seminaristas.

• Estudantes de Teologia.

• Institutos Bíblicos.

• Líderes cristãos.

• Todos aqueles que desejam interpretar Deuteronômio com profundidade exegética, sensibilidade histórica e fidelidade às Escrituras.


Cristo no centro da aliança e da esperança

Deuteronômio possui uma importância extraordinária para compreender a pessoa e a obra de Cristo.

Moisés aponta para um futuro profeta semelhante a ele, alguém que falaria ao povo a Palavra de Deus.

O próprio Jesus utiliza Deuteronômio repetidamente durante a tentação no deserto, demonstrando Sua perfeita fidelidade onde Israel havia falhado.

O livro também coloca diante do leitor a exigência de amar o Senhor de todo o coração e obedecer à Sua aliança, enquanto a história posterior de Israel demonstrará repetidamente a incapacidade humana de cumprir perfeitamente essa vocação.

Assim, Deuteronômio não deve ser lido simplesmente como um código moral.

Ele participa da progressão da revelação que conduz àquele que cumpriria perfeitamente a vontade de Deus.

Jesus Cristo é o verdadeiro e definitivo Profeta prometido, o Filho obediente e o Mediador da nova aliança.

Por isso, todos os sermões apresentam uma seção dedicada ao Messias no texto e ao Evangelho na passagem, demonstrando como as palavras de Moisés encontram seu cumprimento e sua plenitude em Cristo.


Uma ferramenta permanente para interpretar e pregar Deuteronômio

Deuteronômio: Esboços Bíblicos Completos para Pregação Expositiva integra a coleção Esboços Bíblicos Completos para Pregação Expositiva, desenvolvida para oferecer recursos profundamente bíblicos, historicamente contextualizados, pastoralmente relevantes e cristocêntricos.

Mais do que apresentar uma repetição das leis de Israel, esta obra ajuda o pregador a compreender a renovação da aliança, a importância da memória da redenção, o chamado à fidelidade e a tensão entre a santidade exigida por Deus e a incapacidade humana de obedecer perfeitamente.

Deuteronômio olha para trás para lembrar o que Deus fez. Olha para frente para preparar uma nova geração. E aponta além de Moisés para aquele que viria como o Profeta perfeito. A terra estava diante de Israel. A promessa permanecia. Mas a história ainda aguardava o cumprimento definitivo da aliança. Esse cumprimento encontra seu centro em Jesus Cristo.


FAQ: Perguntas Frequentes

O que significa o nome Deuteronômio?

Vem do grego e significa “segunda lei”, designação derivada de uma tradução imprecisa de 17,18, que fala de uma cópia desta lei a ser feita pelo rei. O título hebraico é Devarim, “palavras”, tirado da abertura do texto.

O livro é uma segunda lei?

Não no sentido de legislação nova. É a reapresentação da aliança do Sinai a uma nova geração, com explicação, aplicação e exortação. O material é largamente conhecido, e a novidade está no tom: Deuteronômio prega o que Êxodo e Levítico legislam.

Quem escreveu Deuteronômio?

Moisés, conforme a tradição judaica e cristã e o testemunho do Novo Testamento. O capítulo 34, que narra sua morte e sepultamento, é geralmente atribuído a outra mão, possivelmente Josué. A crítica moderna associa o livro ao rolo encontrado no Templo no tempo de Josias, em 621 a.C., propondo composição no século VII.

Como responder à datação crítica?

Observando que o próprio livro apresenta estrutura de tratado do segundo milênio a.C., e não do primeiro, o que aponta para composição antiga. Além disso, o relato de 2 Reis 22 descreve o rolo como encontrado, e a reação de Josias, que rasga as vestes ao ouvi-lo, pressupõe reconhecimento de autoridade preexistente, e não recepção de novidade.

Quando e onde os discursos foram proferidos?

Nas planícies de Moabe, a leste do Jordão, pouco antes da travessia, quarenta anos após a saída do Egito. O livro cobre os últimos dias de vida de Moisés.

Qual é a estrutura do livro?

Três grandes discursos, com apêndices. O primeiro recapitula a história recente, nos capítulos 1 a 4; o segundo expõe a lei, do 5 ao 26; o terceiro trata das sanções da aliança, do 27 ao 30; e os capítulos finais registram a sucessão, o Cântico de Moisés, a bênção das tribos e sua morte.


Deuteronômio segue o formato de um tratado antigo?

Sim, e essa é uma das descobertas mais relevantes do estudo do Pentateuco no século XX. O livro reproduz o formato dos tratados de suserania hititas do segundo milênio a.C.: preâmbulo identificando o soberano, prólogo histórico narrando seus benefícios, estipulações, bênçãos e maldições, testemunhas, e provisão para depósito e leitura pública periódica do documento.

Por que isso importa?

Por duas razões. Historicamente, o formato corresponde a tratados do segundo milênio, e não aos do primeiro, o que favorece a datação tradicional. Teologicamente, mostra que a relação entre Deus e Israel é apresentada em termos de aliança formal, com estrutura jurídica reconhecível, e não como sentimento religioso difuso. Meredith Kline foi quem mais desenvolveu esse ponto na tradição reformada.

O que o prólogo histórico ensina?

Que a obediência exigida é resposta a benefícios já recebidos. Antes de qualquer mandamento, o livro recapitula o que Deus fez, e essa ordem é a mesma do Decálogo, que começa lembrando a libertação do Egito antes de exigir qualquer coisa.


O que é o Shemá?

A confissão de Deuteronômio 6,4-9, que começa com “Ouve, Israel, o SENHOR nosso Deus é o único SENHOR”. É o texto mais recitado do judaísmo, dito duas vezes ao dia por judeus observantes, e a declaração fundamental do monoteísmo bíblico.

O que significa dizer que o SENHOR é “um”?

O hebraico admite tanto “o SENHOR é um” quanto “o SENHOR é o único SENHOR”, e as duas leituras se reforçam. A afirmação é de unicidade e de exclusividade: não há outro, e a lealdade de Israel não pode ser dividida.

O Shemá exclui a Trindade?

Não, e a Igreja sempre entendeu assim. A doutrina trinitária afirma um único Deus em três pessoas, e não três deuses. O termo hebraico usado para “um” é o mesmo empregado em Gênesis 2,24, quando homem e mulher se tornam “uma só carne”, o que mostra que ele não exclui pluralidade interna. Note-se ainda que o próprio Novo Testamento reformula o Shemá em 1 Coríntios 8,6, incluindo Cristo na confissão sem abandoná-la.

O que significa amar a Deus de todo o coração?

Amor, no vocabulário de aliança do antigo Oriente Próximo, designa lealdade comprometida e não apenas afeto. A tríade coração, alma e força indica totalidade da pessoa. Jesus cita esse versículo como o maior mandamento, unindo-o a Levítico 19,18 sobre o próximo.

O que Deuteronômio manda fazer com as palavras da lei?

Ensiná-las diligentemente aos filhos, falar delas ao assentar-se em casa, ao andar pelo caminho, ao deitar-se e ao levantar-se, atá-las como sinal na mão e na testa e escrevê-las nos umbrais. É o texto fundacional da educação religiosa doméstica.

Isso deve ser tomado literalmente?

O judaísmo desenvolveu a partir daí os filactérios usados na oração e a mezuzá fixada às portas. A leitura cristã majoritária entende a linguagem como expressão de saturação da vida cotidiana pela Palavra, mais que instrução sobre objetos. As duas leituras concordam quanto ao alvo: que a lei permeie a rotina inteira e não apenas momentos religiosos.


Por que Deus escolheu Israel?

Deuteronômio 7,7-8 responde de modo direto e surpreendente: não porque fossem mais numerosos que os outros povos, pois eram o menor de todos, e sim porque o SENHOR os amou e quis guardar o juramento feito aos pais. A razão da escolha está em Deus e não em qualquer qualidade do escolhido.

Por que esse texto é importante na teologia reformada?

Porque é a formulação mais clara do Antigo Testamento sobre eleição incondicional. O texto elimina explicitamente qualquer mérito, tamanho ou qualidade prévia, e fundamenta a escolha no amor e na fidelidade de Deus à sua própria promessa. Paulo opera com a mesma lógica em Romanos 9.

Israel recebeu a terra por sua justiça?

Deuteronômio 9 nega isso três vezes seguidas, e acrescenta que Israel era povo de dura cerviz. Explica que as nações eram expulsas por sua própria perversidade e para que Deus confirmasse o juramento feito aos patriarcas, e em seguida recapitula o episódio do bezerro de ouro para eliminar qualquer ilusão sobre mérito.

O que é a “circuncisão do coração”?

Aparece duas vezes no livro, com sujeitos diferentes, e a diferença é decisiva. Em 10,16 é um imperativo dirigido ao povo, que deve circuncidar o coração. Em 30,6, é promessa de que Deus circuncidará o coração deles e o de seus descendentes, para que o amem de todo o coração e vivam.

Por que essa diferença importa?

Porque contém, em germe, toda a lógica reformada da regeneração. O livro ordena o que o povo deve fazer e, ao final, promete que Deus fará aquilo que ordenara, porque eles não conseguiriam. É a mesma estrutura de Jeremias 31 e Ezequiel 36, e a razão pela qual a nova aliança era necessária.


Por que o Decálogo é repetido?

Porque a geração diante de Moisés não estava no Sinai como adulta, e o livro insiste que a aliança não foi feita apenas com os pais, mas com os que ali estavam vivos. A repetição é ato de renovação, não redundância.

Há diferenças entre as duas versões do Decálogo?

Sim, e a mais notável está no mandamento do sábado. Êxodo 20 o fundamenta na criação, quando Deus descansou no sétimo dia; Deuteronômio 5 o fundamenta na libertação do Egito, acrescentando que servos e servas devem descansar como o senhor. As duas razões são complementares, e a segunda dá ao mandamento uma dimensão social explícita.

O que é a lei do rei?

Deuteronômio 17,14-20 antecipa que Israel pedirá um rei e estabelece limites: não deve multiplicar cavalos, mulheres nem prata e ouro, e deve escrever para si uma cópia da lei e lê-la todos os dias. Salomão viria a violar exatamente os três primeiros pontos.

O que Deuteronômio diz sobre profetas?

Estabelece dois testes. O primeiro, no capítulo 13, é doutrinário: mesmo que o sinal anunciado se cumpra, se o profeta chamar a seguir outros deuses, deve ser rejeitado. O segundo, no capítulo 18, é factual: se a palavra anunciada não se cumprir, não foi Deus quem falou.

Quem é o “profeta como Moisés”?

A promessa de 18,15 de que Deus levantaria um profeta do meio dos irmãos, semelhante a Moisés, a quem deveriam ouvir. Pedro a aplica diretamente a Jesus em Atos 3,22, e Estêvão a retoma em Atos 7. É uma das principais profecias messiânicas do Pentateuco.

O que era a centralização do culto?

A determinação do capítulo 12 de que os sacrifícios fossem oferecidos apenas no lugar que Deus escolhesse, e não em qualquer altura, como faziam as nações. É a base da crítica posterior aos “altos” nos livros históricos e da centralidade do Templo de Jerusalém.


Deuteronômio autoriza a poligamia?

Regula situações em que ela existia, sem instituí-la, e ao mesmo tempo protege a esposa preterida ao proibir que o filho da amada receba a primogenitura no lugar do filho da menos amada. A lei do rei, no capítulo 17, proíbe expressamente que ele multiplique mulheres.

O que Deuteronômio diz sobre divórcio?

Deuteronômio 24 pressupõe a prática e regula um caso específico, exigindo carta de divórcio e proibindo o retorno à primeira união após novo casamento. Jesus, em Mateus 19, esclarece que Moisés permitiu o divórcio pela dureza dos corações, e que no princípio não era assim. A lei limitava um dano existente, e não o endossava como padrão.

Como entender as leis sobre cativas de guerra?

Deuteronômio 21,10-14 regula o caso de um israelita que deseje casar-se com uma mulher capturada, exigindo prazo de luto de um mês, casamento formal e, em caso de rejeição posterior, libertação sem venda nem escravização. Comparadas às práticas correntes na época, essas exigências protegiam a mulher em situação de total vulnerabilidade. Ainda assim, o texto regula uma situação que a leitura cristã contemporânea considera inaceitável em si, e essa tensão é real.

E as leis sobre violência sexual?

Deuteronômio 22 distingue casos por consentimento e circunstância, e a passagem mais discutida é a que obriga o agressor a pagar dote e casar-se com a vítima sem poder repudiá-la. Num contexto em que a mulher ficaria sem sustento e sem perspectiva de casamento, a norma funcionava como obrigação vitalícia de provisão imposta ao agressor. A leitura contemporânea encontra dificuldade genuína aqui, e vale reconhecê-la em vez de apresentar o texto como plenamente satisfatório aos nossos critérios.

Como Deuteronômio trata os vulneráveis?

Com atenção sistemática. Manda deixar respigas para o órfão, a viúva e o estrangeiro, pagar o salário do trabalhador no mesmo dia, não tomar em penhor a mó nem a roupa do pobre, e libertar servos hebreus no sétimo ano com provisão generosa. A razão recorrente é que Israel foi servo no Egito.

O que significa “não atarás a boca ao boi que debulha”?

Uma lei de compaixão com o animal de trabalho, em Deuteronômio 25,4. Paulo a cita duas vezes, em 1 Coríntios 9 e 1 Timóteo 5, aplicando-a ao sustento devido a quem trabalha no ministério, o que é um exemplo claro de como o Novo Testamento extrai princípio permanente de legislação civil específica.

Como Deuteronômio trata a guerra de conquista?

Ordena a destruição das nações de Canaã, com as mesmas dificuldades éticas discutidas em Josué. O livro apresenta a ação como juízo por práticas específicas, incluindo sacrifício de crianças, e adverte que Israel sofrerá o mesmo se as adotar, o que de fato ocorre. Distingue ainda o tratamento de cidades distantes, com oferta prévia de paz, do tratamento das cidades cananeias.


O que aconteceria nos montes Ebal e Gerizim?

Após entrar na terra, seis tribos deveriam colocar-se sobre o monte Gerizim para pronunciar as bênçãos e seis sobre o Ebal para as maldições, com os levitas declarando cada sentença em voz alta e o povo respondendo amém. Josué 8 registra o cumprimento.

O que é Deuteronômio 28?

O capítulo das sanções da aliança, com bênçãos para a obediência e maldições para a desobediência. As maldições ocupam espaço muito maior, e descrevem doença, derrota, seca, opressão, cerco com fome extrema e, por fim, deportação e dispersão entre as nações.

Deuteronômio 28 previu o exílio?

Descreve com precisão notável o que viria a ocorrer: cerco, fome extrema, destruição das cidades, servidão sob nação de língua desconhecida e dispersão. Os livros históricos e os profetas leem a queda de Samaria e de Jerusalém exatamente nesses termos, como execução das sanções previstas.

As bênçãos de Deuteronômio 28 se aplicam a cristãos hoje?

Não diretamente. São sanções de uma aliança nacional específica, ligadas à permanência de Israel na terra, e não promessas gerais de prosperidade material a indivíduos. O uso do capítulo como garantia de sucesso financeiro ignora a natureza do documento e o fato de que Gálatas 3,13 declara que Cristo nos resgatou da maldição da lei.


O que é a renovação da aliança nos capítulos 29 e 30?

Uma reafirmação formal do pacto na terra de Moabe, incluindo os presentes e os que ainda não haviam nascido. Contém a promessa de restauração após o exílio e a circuncisão do coração operada por Deus.

O que significa “a palavra está muito perto de ti”?

Deuteronômio 30,11-14 afirma que o mandamento não é oculto nem distante, não está no céu nem além do mar, e sim muito perto, na boca e no coração. Paulo cita a passagem em Romanos 10 aplicando-a à palavra da fé que é pregada, e a leitura é notável: o que estava perto era a lei, e o que está perto agora é o evangelho.

O que significa “escolhe a vida”?

O apelo de 30,19, feito depois de pôr diante do povo a vida e a morte, a bênção e a maldição, e com o céu e a terra como testemunhas. É a formulação mais direta do livro sobre responsabilidade humana, e convive no mesmo capítulo com a promessa de que Deus circuncidará o coração, o que a tradição reformada entende como as duas faces da mesma realidade.

Deuteronômio ensina salvação por obras?

Não, e a leitura contrária ignora a estrutura do livro. A lei é dada a um povo já libertado, e o prólogo histórico existe justamente para estabelecer isso. Além disso, o próprio livro reconhece que o povo não cumprirá, prevê o exílio como consequência, e promete a transformação interior que tornaria a obediência possível.


O que é o Cântico de Moisés?

O poema do capítulo 32, ensinado ao povo como testemunha contra ele, antecipando a infidelidade futura. Combina a fidelidade de Deus como Rocha e a ingratidão de Israel, e é citado várias vezes no Novo Testamento, inclusive em Romanos 10 e 12 e em Hebreus 10.

Por que Moisés não entrou na terra?

Por causa do episódio de Meribá, em Números 20, quando bateu na rocha em vez de falar-lhe. O livro registra que ele pediu para atravessar e que Deus recusou, mandando-o subir ao monte Pisga para ver a terra de longe.

Como Moisés morreu?

Subiu ao monte Nebo, viu toda a terra, e morreu ali, com cento e vinte anos, com a vista não enfraquecida e o vigor não perdido. O texto diz que Deus o sepultou num vale de Moabe e que ninguém sabe o lugar de sua sepultura até hoje.

Quem escreveu sobre a morte de Moisés?

Outra mão, quase certamente. A tradição judaica atribui o capítulo a Josué, e a explicação é natural: o autor não poderia narrar o próprio sepultamento nem afirmar que ninguém sabe onde ele está.

Por que a sepultura de Moisés é desconhecida?

O texto não explica, e a razão frequentemente apontada é a prevenção contra culto ao túmulo, coerente com a preocupação do livro inteiro com a idolatria. Judas 9 registra ainda uma tradição sobre disputa entre Miguel e o diabo a respeito do corpo de Moisés.

O que significa “nunca mais se levantou profeta como Moisés”?

A avaliação final do livro, em 34,10, baseada no fato de que Deus o conheceu face a face. A afirmação prepara a expectativa criada em 18,15, sobre um profeta semelhante a ele, que o Novo Testamento identifica com Jesus, e Hebreus 3 desenvolve o contraste: Moisés foi fiel como servo, Cristo como Filho.


Por que Deuteronômio é tão citado no Novo Testamento?

É um dos três livros mais citados, ao lado dos Salmos e de Isaías. Jesus responde às três tentações no deserto citando exclusivamente Deuteronômio, e usa o Shemá ao responder sobre o maior mandamento. Paulo o cita em argumentos sobre eleição, sustento ministerial e justificação.

Quais textos Jesus cita na tentação?

Deuteronômio 8,3, sobre não viver só de pão; 6,16, sobre não tentar o SENHOR; e 6,13, sobre adorar somente a Deus. Todos vêm da seção que trata da experiência de Israel no deserto, o que é significativo: onde Israel falhou durante quarenta anos, Jesus permanece fiel durante quarenta dias.

O que Deuteronômio ensina sobre memória?

Que esquecer é o perigo central. O livro repete constantemente as ordens de lembrar e de não esquecer, e adverte especialmente contra o risco da prosperidade: quando comerem e se fartarem, construírem boas casas e multiplicarem bens, é então que o coração se eleva e o SENHor é esquecido.

Como Deuteronômio aponta para Cristo?

Pelo profeta prometido, pela maldição do madeiro que Paulo aplica à cruz em Gálatas 3, pela promessa da circuncisão do coração cumprida na nova aliança, e pela figura do mediador que intercede por um povo que merecia ser destruído.

Qual é a mensagem central do livro?

Que a obediência nasce do amor, e o amor nasce da lembrança do que Deus fez. É por isso que o livro não começa com mandamentos, e sim com história, e por isso o Shemá manda amar antes de mandar guardar.


Nota final

Deuteronômio é a pregação de um homem que sabe que não atravessará o rio, dirigida a um povo que atravessará. Moisés não fala como legislador distante, e sim como alguém que passou quarenta anos vendo aquela geração e a anterior, e que anuncia com franqueza o que acontecerá: eles falharão. E é justamente ali, no meio do prognóstico mais pessimista da Escritura, que aparece a promessa de que Deus mesmo circuncidará o coração deles, porque o problema nunca foi a lei, e sim quem precisava cumpri-la.


Sobre o Autor

Rev. Fabiano Queiroz é professor, escritor, pesquisador e ministro do Evangelho pela Igreja Presbiteriana do Brasil. Graduado em Teologia pelo Seminário Presbiteriano de Curitiba e pós-graduado em Teologia e Interpretação Bíblica pela FABAPAR, dedica-se ao ensino das Escrituras, à pesquisa bíblico-teológica e à pregação expositiva.

Como autor, desenvolve projetos voltados ao estudo, à interpretação e à exposição fiel da Bíblia, com especial atenção à formação de pastores, pregadores, líderes cristãos e estudantes de teologia.

Informação adicional

Autor

Rev. Fabiano Queiroz

Formato

eBook (PDF)

Páginas

320

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