Isaías: A Bíblia de Sermões do Pregador
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Esboços de Pregação no Livro do Profeta Isaías para Sermões Expositivos e Estudos Bíblicos
Descrição
Isaías: Esboços Bíblicos Completos para Pregação Expositiva e Estudos Bíblicos
Você já abriu o livro de Isaías para preparar um sermão e, depois de alguns capítulos, percebeu que estava diante de um dos textos mais profundos e desafiadores de toda a Bíblia?
Talvez você tenha encontrado dificuldades para interpretar suas profecias, compreender seu contexto histórico, identificar quando o profeta fala ao seu próprio tempo e quando anuncia acontecimentos futuros, ou explicar à igreja como tantas promessas encontram seu cumprimento em Cristo.
Essa é uma realidade enfrentada por muitos pastores, pregadores e estudantes de teologia.
Isaías é frequentemente chamado de “o Evangelho do Antigo Testamento”. No entanto, sua riqueza literária, a diversidade de seus temas, suas profecias messiânicas, seus oráculos às nações e sua impressionante profundidade teológica fazem com que muitos pregadores recorram apenas aos textos mais conhecidos, deixando grande parte do livro praticamente ausente do púlpito.
Entre aconselhamentos, visitas, trabalho, família e as inúmeras responsabilidades do ministério, nem sempre é possível dedicar dezenas de horas à pesquisa necessária para compreender o cenário político do século VIII a.C., o contexto dos reis de Judá, as crises internacionais envolvendo Assíria e Babilônia, a linguagem profética, a estrutura literária do livro e sua extraordinária contribuição para a história da redenção.
Foi exatamente para responder a essa necessidade que nasceu este volume da coleção Esboços Bíblicos Completos para Pregação Expositiva.
Mais do que um livro, esta obra foi desenvolvida para servir como uma ferramenta ministerial de apoio à preparação de sermões expositivos, estudos bíblicos e ensino das Escrituras, reunindo em um único material uma ampla pesquisa bíblica, histórica e teológica organizada para auxiliar o pregador a compreender e expor Isaías com segurança, profundidade e absoluta fidelidade ao texto bíblico.
Uma ferramenta desenvolvida para quem leva a exposição das Escrituras a sério
Este volume apresenta uma exposição completa do livro de Isaías, conduzindo o leitor desde o contexto histórico, político, cultural e literário de cada passagem até sua aplicação pastoral e sua relação com toda a história da redenção.
Em vez de passar horas alternando entre comentários bíblicos, livros de teologia, pesquisas arqueológicas e obras sobre literatura profética, você encontrará uma pesquisa cuidadosamente organizada para oferecer uma base sólida na preparação de sermões e estudos bíblicos, permitindo dedicar mais tempo à oração, ao pastoreio e à proclamação da Palavra.
Embora utilize a expressão “esboços bíblicos”, esta obra oferece muito mais do que roteiros para pregação.
Cada capítulo apresenta um sermão expositivo completo, desenvolvido para ser estudado, ensinado e pregado, reunindo em um único volume recursos que normalmente estariam distribuídos em diversos comentários bíblicos, pesquisas históricas, estudos culturais, arqueologia, geografia bíblica, teologia bíblica, literatura profética e homilética.
Uma exposição completa do livro de Isaías
O livro de Isaías revela a majestade de Deus, Sua santidade absoluta, Seu governo soberano sobre as nações e Seu extraordinário plano de redenção para toda a humanidade. Suas páginas conduzem o leitor desde o anúncio do juízo contra o pecado até a esperança da restauração final, revelando um Deus que disciplina Seu povo, mas permanece fiel à Sua aliança.
Ao longo desta obra, você encontrará uma exposição detalhada das principais perícopes de Isaías, explorando seu contexto histórico, literário, político, geográfico, cultural e teológico. Os sermões desenvolvem temas como a santidade de Deus, a corrupção humana, o chamado ao arrependimento, a justiça divina, a esperança da restauração, o remanescente fiel, o Reino Messiânico, o Servo Sofredor, a salvação pela graça, a consolação do povo de Deus, os novos céus e a nova terra e o triunfo definitivo do Reino do Senhor.
Cada mensagem foi construída para ajudar o pregador a compreender não apenas o significado histórico das profecias, mas também sua unidade dentro da história da redenção e sua relevância para a igreja contemporânea.
Uma exposição comprometida com a fidelidade às Escrituras
Todos os sermões foram desenvolvidos a partir do método histórico-gramatical, respeitando a gramática do texto bíblico, seu contexto histórico, literário e canônico, bem como a intenção do profeta inspirado.
A pesquisa exegética é integrada à Teologia Bíblica e à Teologia Sistemática, permitindo que cada mensagem preserve o significado original da passagem sem perder sua aplicação pastoral.
Um dos grandes diferenciais desta coleção é sua abordagem cristocêntrica.
Nenhum outro profeta anuncia com tanta clareza a pessoa e a obra do Messias quanto Isaías. Ao longo deste volume, o leitor perceberá como as promessas do Emanuel, o Renovo, o Rei davídico, o Servo Sofredor, o Redentor de Sião e o futuro Reino de Deus encontram seu pleno cumprimento em Jesus Cristo.
Cada sermão demonstra como essas profecias convergem para o Evangelho sem recorrer a interpretações forçadas ou desconectadas do contexto original.
Por essa razão, todos os sermões incluem uma seção específica dedicada ao Messias no texto e ao Evangelho na passagem, auxiliando o pregador a proclamar Cristo com fidelidade e responsabilidade exegética.
Autoridade construída sobre pesquisa e tradição
Esta coleção é resultado de um extenso projeto editorial desenvolvido ao longo de anos de pesquisa, curadoria e amadurecimento teológico.
Ao longo da obra, o leitor encontrará contribuições da Grande Tradição Cristã, dialogando com reflexões de Agostinho, João Calvino, Jonathan Edwards, Charles H. Spurgeon, D. Martyn Lloyd-Jones, John Stott, John Piper, Tim Keller e outros importantes teólogos e pregadores, sempre subordinando essas contribuições à autoridade suprema das Escrituras.
O que você encontrará nesta obra
✔ Introdução completa ao livro de Isaías.
✔ Panorama histórico, político, cultural e religioso do século VIII a.C.
✔ Contexto dos reinados de Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias.
✔ Estrutura literária e organização das profecias.
✔ Pesquisa arqueológica, histórica e cultural aplicada ao estudo do texto.
✔ Análise exegética das principais perícopes.
✔ Integração entre Exegese, Teologia Bíblica e Teologia Sistemática.
✔ Sermões expositivos completos para pregação e ensino.
✔ Tema, objetivo, mensagem central e desenvolvimento completo de cada sermão.
✔ Aplicações práticas fundamentadas na intenção original do texto.
✔ O princípio teológico de cada passagem.
✔ A revelação do Messias ao longo de Isaías.
✔ O Evangelho presente em cada sermão.
✔ Citações de importantes teólogos e pregadores.
✔ Um recurso para preparação de mensagens, estudos bíblicos, discipulado e formação ministerial.
Esta obra é indicada para
• Pastores.
• Pregadores.
• Líderes cristãos.
• Professores de Escola Bíblica Dominical.
• Estudantes de Teologia.
• Seminários e Institutos Bíblicos.
• Todos aqueles que desejam compreender profundamente o livro de Isaías e desenvolver uma pregação expositiva comprometida com a fidelidade às Escrituras.
Um recurso para fortalecer o seu ministério
Poucos livros das Escrituras apresentam Cristo com tanta riqueza quanto Isaías. Cada profecia, cada anúncio de juízo, cada promessa de restauração e cada esperança messiânica conduzem o leitor ao Deus santo que salva pecadores por meio do Seu Servo. Em uma época em que muitos sermões sacrificam a profundidade bíblica em favor da superficialidade, compreender Isaías é redescobrir a beleza do Evangelho anunciado séculos antes da encarnação de Cristo.
Este volume foi desenvolvido para acompanhar você durante todo o processo de preparação de sermões e estudos bíblicos, oferecendo uma pesquisa ampla, uma exegese comprometida com o texto bíblico e mensagens que conduzem naturalmente cada profecia até Cristo.
Assim, você poderá dedicar menos tempo reunindo informações dispersas e mais tempo proclamando a Palavra com segurança, profundidade e fidelidade, servindo à igreja por meio de uma exposição bíblica sólida, cristocêntrica e pastoralmente relevante.
FAQ: Perguntas Frequentes
Quem foi o profeta Isaías?
Profeta em Jerusalém durante os reinados de Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias, aproximadamente entre 740 e 680 a.C. Tinha acesso à corte e aconselhava reis diretamente, o que sugere origem aristocrática. Era casado com uma mulher chamada “a profetisa” e teve ao menos dois filhos, cujos nomes eram mensagens vivas ao povo.
O que significa o nome Isaías?
“O SENHOR salva” — resumo exato do conteúdo do livro, que alterna juízo severo e promessa de salvação, sempre com a iniciativa partindo de Deus.
Isaías foi serrado ao meio?
É o que afirma uma tradição judaica antiga, recolhida no Martírio de Isaías e possivelmente aludida em Hebreus 11,37, segundo a qual ele teria sido executado dessa forma pelo rei Manassés. A Bíblia não registra o episódio, e ele permanece tradição, não fato documentado.
Quando Isaías foi escrito?
O ministério do profeta cobre a segunda metade do século VIII a.C. e o início do VII. A composição final do livro pode ter se estendido além de sua vida, por discípulos que preservaram e organizaram o material — o próprio texto menciona um círculo de discípulos (Is 8,16).
Por que Isaías é chamado de “o quinto evangelho”?
Pela densidade de textos sobre o Messias e pela clareza com que descreve sua pessoa, missão e sofrimento — a ponto de o Novo Testamento citá-lo mais que qualquer outro profeta. Jerônimo observava que Isaías escreve menos como profeta e mais como evangelista.
Os 66 capítulos de Isaías correspondem aos 66 livros da Bíblia?
É uma coincidência engenhosa, muito repetida em púlpitos, mas sem base real. A divisão em capítulos foi feita no século XIII d.C., e o cânon protestante de 66 livros se fixou depois disso — nenhum dos dois números foi planejado em função do outro.
Qual a estrutura do livro?
Duas grandes partes. Os capítulos 1–39 concentram-se em juízo, sobre Judá e sobre as nações, no cenário da ameaça assíria; os capítulos 40–66 concentram-se em consolo e restauração, com horizonte do exílio babilônico e além. A transição em Isaías 40 é uma das mudanças de tom mais marcantes da Escritura.
Existiu mais de um Isaías?
Este é o debate crítico mais consolidado do Antigo Testamento. A hipótese padrão desde o século XVIII divide o livro em Primeiro Isaías (1–39), Segundo (40–55, exílico) e Terceiro (56–66, pós-exílico), com base em diferenças de vocabulário, estilo e horizonte histórico. A posição tradicional sustenta autoria única, argumentando que os temas característicos atravessam o livro inteiro — sobretudo o título “o Santo de Israel”, que aparece doze vezes na primeira parte e treze na segunda, e é praticamente inexistente no restante do Antigo Testamento.
Qual é o argumento decisivo do lado tradicional?
O testemunho do Novo Testamento, que cita as duas metades atribuindo-as ao mesmo profeta — João 12,38-41 cita Isaías 53 e Isaías 6 na mesma passagem e refere ambas a Isaías. Some-se a isso que o Grande Rolo de Isaías, encontrado em Qumran, apresenta o livro como unidade contínua, sem qualquer marca de divisão no capítulo 40.
Por que a crítica propõe autoria múltipla?
Principalmente porque os capítulos 40–55 falam do exílio babilônico como situação presente e mencionam Ciro pelo nome (Is 44,28; 45,1), cerca de cento e cinquenta anos antes de seu nascimento. Para quem admite profecia preditiva, isso é precisamente o que o texto reivindica ser — e Isaías 41,21-23 faz da capacidade de anunciar o futuro o teste que distingue o Deus verdadeiro dos ídolos. Para quem não admite, a datação tardia é conclusão necessária.
Um cristão pode aceitar autoria múltipla?
Alguns evangélicos aceitam, sustentando que a inspiração não depende da identidade do escritor e que o processo pode ter envolvido uma escola profética. A posição reformada majoritária mantém a autoria única, sobretudo pelo peso do testemunho neotestamentário. Vale observar que a divisão de águas aqui não é entre crentes e incrédulos, mas entre pressupostos quanto à profecia preditiva.
Isaías 7,14 fala de uma virgem ou de uma jovem?
O hebraico almah designa uma jovem em idade de casar, com presunção de virgindade, mas não é o termo técnico e exclusivo para virgem (betulah). Dois dados pesam a favor da tradução tradicional: os tradutores judeus da Septuaginta, dois séculos antes de Cristo e sem interesse cristão algum, escolheram parthenos, que significa virgem sem ambiguidade; e Mateus 1,23 aplica o texto ao nascimento de Jesus.
A profecia de Isaías 7,14 se cumpriu no tempo de Acaz?
A leitura reformada mais comum reconhece duplo cumprimento: um sinal imediato para Acaz, com uma criança nascida em seu tempo cujo crescimento marcaria o prazo da libertação, e um cumprimento pleno e definitivo em Cristo. Esse padrão — cumprimento próximo que aponta para um maior — é característico da profecia hebraica.
O que significa Emanuel?
“Deus conosco”. O nome resume o que o Novo Testamento afirma sobre a encarnação, e Mateus o retoma exatamente com esse peso ao abrir seu Evangelho — que se encerra, não por acaso, com a promessa “estou convosco todos os dias”.
Quem é a criança de Isaías 9,6?
Um filho a quem são atribuídos títulos que nenhum monarca humano poderia carregar: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz. O segundo título é decisivo, porque El Gibbor é usado para o próprio Deus no capítulo seguinte (Is 10,21). A tradição cristã lê aí uma afirmação da divindade do Messias, muito antes do Novo Testamento.
O que é o “renovo do tronco de Jessé”, de Isaías 11?
A promessa de um rei descendente de Davi que surgirá quando a dinastia estiver reduzida a um toco — imagem de restauração a partir do que parecia morto. O capítulo descreve seu reino com o lobo habitando com o cordeiro, quadro da criação reconciliada sob seu governo.
O que é Isaías 61 e por que Jesus o leu em Nazaré?
É o anúncio de um ungido enviado a pregar boas-novas aos pobres, libertar cativos e proclamar o ano aceitável do Senhor. Jesus o leu na sinagoga e declarou que a Escritura se cumpria naquele momento (Lc 4). Um detalhe é notável: ele interrompe a leitura antes da menção ao dia da vingança — a primeira vinda traz graça, e o juízo pertence à segunda.
Quantos são os Cânticos do Servo?
Quatro: Isaías 42,1-9; 49,1-13; 50,4-11; e 52,13–53,12. Formam uma progressão em que o Servo é apresentado, encontra resistência, sofre e finalmente é exaltado por meio da própria morte.
Isaías 53 fala do Messias ou do povo de Israel?
A interpretação judaica majoritária, sobretudo a partir da Idade Média, identifica o Servo com Israel; a interpretação cristã, com o Messias. Dois elementos do texto sustentam a segunda leitura: o Servo sofre em lugar do povo e é distinguido dele (“pela transgressão do meu povo foi ferido”), e é descrito como inocente — o que Isaías nunca afirma de Israel, ao contrário. Registre-se que fontes judaicas antigas, anteriores à polêmica com o cristianismo, também leram o capítulo messianicamente.
O que Isaías 53 ensina sobre a expiação?
É o texto mais explícito do Antigo Testamento sobre substituição penal: o Servo carrega nossas dores, é ferido por nossas transgressões, o castigo que nos traz a paz está sobre ele, e o SENHOR faz cair sobre ele a iniquidade de todos nós. A teologia reformada considera esta passagem, ao lado de Romanos 3, o fundamento textual da doutrina da expiação.
Isaías 53,5 promete cura física?
A expressão sobre as pisaduras que curam refere-se, no contexto imediato, à cura da culpa — o versículo inteiro trata de transgressões e iniquidades. Pedro a cita nesse sentido, aplicando-a à morte para o pecado e à vida para a justiça (1Pe 2,24). A cura física plena está incluída na redenção, mas pertence à ressurreição, não a uma garantia disponível sob demanda nesta vida.
Como os judeus do primeiro século entendiam Isaías 53?
Atos 8 oferece uma amostra: o etíope lê exatamente esse capítulo e pergunta a quem o profeta se refere, sem saber responder — e Filipe parte dali para anunciar Jesus. O episódio sugere que a identificação não era óbvia, e que a leitura cristã foi apresentada como resposta a uma pergunta que o texto já provocava.
Isaías 14 fala de Lúcifer e da queda de Satanás?
O contexto explícito é o rei da Babilônia, a quem o oráculo é dirigido desde o versículo 4. “Lúcifer” não é nome próprio: traduz o latim da Vulgata para helel ben shachar, “estrela da manhã, filho da aurora”. A aplicação a Satanás é tradição interpretativa antiga, e alguns reformados a admitem em sentido tipológico — o orgulho do rei espelhando o do Adversário. Calvino, porém, rejeitou explicitamente a leitura satânica, considerando-a um desvio do sentido do texto.
Isaías 45,7 diz que Deus cria o mal?
A palavra hebraica ra’ significa aqui calamidade ou adversidade, em paralelo antitético com “paz” no mesmo versículo — o contraste é entre prosperidade e desgraça, não entre bem e mal moral. A afirmação sustenta a soberania de Deus sobre a história, inclusive sobre o juízo. A Confissão de Westminster (III.1) mantém as duas coisas: Deus ordena todas as coisas e não é autor do pecado.
Por que Deus manda Isaías endurecer o coração do povo, em Isaías 6,9-10?
Porque o juízo, na Escritura, pode assumir a forma de entrega ao próprio caminho — a pregação rejeitada endurece quem a rejeita. É a passagem do Antigo Testamento mais citada no Novo (nos quatro Evangelhos, em Atos e em Romanos), e a tradição reformada a lê junto com Romanos 9: Deus age soberanamente na incredulidade sem tornar-se responsável por ela.
Isaías 65,20 fala de pessoas morrendo aos cem anos na nova criação?
Este é o texto que mais divide as escolas escatológicas. Premilenistas o leem literalmente, como descrição de um reino intermediário com longevidade extraordinária mas ainda com morte. Amilenistas — posição reformada majoritária — o leem como linguagem figurada da era messiânica, expressa em termos que o ouvinte antigo pudesse absorver, e apontam Apocalipse 21,4 como sua realidade final, onde não há mais morte alguma.
Isaías 55,11 garante que toda pregação produzirá fruto?
Garante que a palavra de Deus cumpre o propósito para o qual ele a enviou — que pode ser salvação ou juízo, como o próprio capítulo 6 já mostrara. Na teologia reformada, este é um texto de referência sobre a eficácia da Palavra: ela não depende da eloquência humana, mas do decreto de quem a envia.
O que significa Isaías 40,31, sobre subir com asas como águias?
Que a força para prosseguir vem de esperar no SENHOR, não de recursos próprios. A progressão do versículo é curiosa e frequentemente notada: voar, correr, caminhar — do extraordinário ao cotidiano, sugerindo que a maior prova de renovação é continuar andando sem desfalecer.
O que significa Isaías 41,10?
É a promessa de presença, ajuda e sustento diante do medo, dirigida a um povo prestes a perder tudo. A base do “não temas” não é a garantia de que nada acontecerá, mas a afirmação repetida de quem está junto: “porque eu sou contigo”.
O que significa Isaías 43,2, sobre passar pelas águas e pelo fogo?
Que Deus acompanha os seus através da provação, não que os isente dela. As imagens remetem ao Mar Vermelho e à fornalha, dois episódios em que a libertação se deu dentro do perigo, não antes dele.
O que significa Isaías 26,3, sobre a paz perfeita?
Que a paz é conservada em quem mantém a mente firmada em Deus, e que ela decorre da confiança, não das circunstâncias. O hebraico repete a palavra paz — shalom shalom —, recurso de intensificação que as traduções verteram por “perfeita” ou “completa”.
O que significa Isaías 1,18, sobre pecados escarlates tornados brancos como a neve?
É o convite de Deus a um povo culpado, feito no meio de uma acusação formal: ainda que a culpa seja da cor mais fixa e visível, ele a remove por completo. O escarlate era tintura permanente, o que torna a imagem mais forte do que parece em português.
O que Isaías 58 ensina sobre o jejum?
Que o jejum aceitável a Deus não é o ritual de privação, mas o rompimento de correntes injustas, a partilha do pão com o faminto e o acolhimento do desabrigado. É a crítica profética mais direta à religiosidade dissociada da justiça.
O que significa “meus pensamentos não são os vossos pensamentos”, de Isaías 55,8-9?
No contexto, é uma afirmação sobre a misericórdia de Deus, não apenas sobre sua inescrutabilidade — os versículos anteriores convidam o ímpio a voltar e prometem perdão abundante. A distância entre os caminhos de Deus e os nossos, ali, é a distância entre a nossa avareza em perdoar e a generosidade dele.
Por que Isaías 44 zomba dos que fabricam ídolos?
Porque expõe o absurdo prático da idolatria: o homem derruba uma árvore, usa metade da madeira para assar pão e aquecer-se, e da outra metade faz um deus diante do qual se prostra. É sátira deliberada, e um dos textos mais mordazes da Escritura.
O que significa transformar espadas em arados, de Isaías 2,4?
É a visão do reino messiânico em que as nações abandonam a guerra porque submetem seus conflitos ao juízo de Deus. A frase está gravada num monumento junto à sede da ONU, em Nova York — uso que capta a aspiração mas omite a condição, já que no texto a paz decorre de subir ao monte do SENHOR e aprender seus caminhos.
O que significa “o Santo de Israel”?
É o título característico de Isaías para Deus, e nasce da visão do capítulo 6, em que os serafins proclamam sua santidade três vezes. Combina duas coisas em tensão: transcendência absoluta e pertença a um povo específico — o Totalmente Outro que se comprometeu com Israel.
O que aconteceu na visão de Isaías 6?
Isaías vê o Senhor entronizado, ouve o trisságio e reage não com entusiasmo, mas com ruína — reconhece-se homem de lábios impuros. Só depois de ser purificado por iniciativa divina é que pode responder ao chamado. A ordem é teologicamente decisiva na leitura reformada: a visão da santidade produz consciência de pecado, o perdão vem de Deus, e a disposição de servir é consequência, não condição.
O que é a doutrina do remanescente em Isaías?
A convicção de que Deus preserva um grupo fiel através do juízo, e de que a promessa não se extingue com o fracasso da maioria. O nome do primeiro filho do profeta, Sear-Jasube, significa “um resto voltará”, e Paulo retoma o tema em Romanos 9 e 11 como chave da eleição.
Qual a relação entre Isaías e o Novo Testamento?
Isaías é o profeta mais citado no Novo Testamento, com mais de sessenta citações diretas. João Batista se apresenta com palavras de Isaías 40; Jesus define sua missão com Isaías 61; Paulo fundamenta a inclusão dos gentios em Isaías 49 e 65; e a descrição da nova criação em Apocalipse 21 depende diretamente de Isaías 65.
O que Isaías diz sobre as nações?
Muito mais do que se costuma supor. Ao lado dos oráculos de juízo contra os povos vizinhos, o livro promete que Egito e Assíria — os dois maiores opressores de Israel — serão chamados povo de Deus e obra de suas mãos (Is 19,25), e que o Servo será luz para os gentios. A missão universal não é invenção do Novo Testamento.
Os manuscritos do Mar Morto confirmam o texto de Isaías?
Sim, e este é um dos dados mais citados em favor da transmissão fiel do Antigo Testamento. O Grande Rolo de Isaías, de aproximadamente 125 a.C., é mil anos mais antigo que os manuscritos massoréticos que serviam de base às traduções — e as diferenças entre eles são majoritariamente ortográficas, sem alteração de sentido em qualquer doutrina.
Nota final
Isaías costuma ser lido como coleção de versículos de conforto, e de fato contém alguns dos mais amados da Escritura. Mas eles funcionam justamente porque estão cercados de juízo: o consolo de Isaías 40 só tem peso porque trinta e nove capítulos estabeleceram que o povo merecia o exílio. Lido inteiro, o livro faz o que a teologia bíblica reformada valoriza acima de tudo — mostra que a graça de Deus não ignora a santidade dele, e que a solução para essa tensão tem nome, rosto e cruz no capítulo 53.
Sobre o Autor
Rev. Fabiano Queiroz é professor, escritor, pesquisador e ministro do Evangelho pela Igreja Presbiteriana do Brasil. Graduado em Teologia pelo Seminário Presbiteriano de Curitiba e pós-graduado em Teologia e Interpretação Bíblica pela FABAPAR, dedica-se ao ensino das Escrituras, à pesquisa bíblico-teológica e à pregação expositiva.
Como autor, desenvolve projetos voltados ao estudo, à interpretação e à exposição fiel da Bíblia, com especial atenção à formação de pastores, pregadores, líderes cristãos e estudantes de teologia.
Informação adicional
| Autor | Rev. Fabiano Queiroz |
|---|---|
| Formato | eBook (PDF), ePUB (Kindle/iPAD/Kobo) |
| Páginas | 680 |
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