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Gênesis: A Bíblia de Sermões do Pregador

O preço original era: R$69,90.O preço atual é: R$24,90.

Esboços de Pregação no Livro de Gênesis para Sermões Expositivos e Estudos Bíblicos

Descrição

Gênesis: A Bíblia de Sermões do Pregador é um livro de Esboços Bíblicos Completos para Pregação Expositiva e Estudos Bíblicos com pesquisa arqueológica, cultural, exegética, histórica e teológica.

Você sabe que a Palavra de Deus merece ser pregada com fidelidade. Mas também sabe que preparar um sermão verdadeiramente expositivo exige muito mais do que escolher um texto bíblico e organizar alguns tópicos.

Entre aconselhamentos, visitas, trabalho, família e as inúmeras responsabilidades do ministério, encontrar tempo para realizar uma exegese cuidadosa, compreender o contexto histórico da passagem, identificar sua mensagem central e desenvolver uma exposição cristocêntrica tornou-se um dos maiores desafios da rotina pastoral.

Talvez você já tenha vivido essa realidade.

O domingo se aproxima, a Bíblia está aberta em Gênesis e ainda existem perguntas sem resposta.

  • Como interpretar corretamente os relatos da criação?
  • Qual é o significado teológico da queda?
  • Como compreender a aliança com Abraão dentro da história da redenção?
  • Como enxergar Cristo nas narrativas dos patriarcas?
  • Como transformar toda essa riqueza teológica em uma mensagem fiel ao texto bíblico?
  • Como pregar um sermão relevante para a igreja?

Na maioria das vezes, isso significa consultar diversos comentários bíblicos, livros de teologia, pesquisas históricas, estudos arqueológicos e materiais de homilética. Um processo indispensável, mas que exige um tempo que poucos pastores e pregadores realmente possuem.

Foi exatamente para responder a essa necessidade que nasceu este volume da coleção Esboços Bíblicos Completos para Pregação Expositiva.

Mais do que um livro, esta obra foi desenvolvida para servir como uma ferramenta ministerial de apoio à preparação de sermões expositivos, estudos bíblicos e ensino das Escrituras, reunindo em um único material uma ampla pesquisa bíblica, histórica e teológica organizada para facilitar o trabalho do pregador sem abrir mão da fidelidade ao texto sagrado.


Uma ferramenta desenvolvida para quem leva a exposição das Escrituras a sério

Este volume apresenta uma exposição completa do livro de Gênesis, conduzindo o leitor desde o contexto histórico e literário de cada passagem até sua aplicação pastoral e sua relação com a história da redenção.

Em vez de começar cada sermão do zero, você encontrará uma pesquisa cuidadosamente organizada para oferecer uma base sólida na preparação de mensagens e estudos bíblicos, permitindo dedicar mais tempo à oração, ao pastoreio e à proclamação fiel da Palavra.

Embora utilize a expressão “esboços bíblicos”, esta obra oferece muito mais do que roteiros para pregação.

Cada capítulo apresenta um sermão expositivo completo, desenvolvido para ser estudado, ensinado e pregado, reunindo em um único volume recursos que normalmente estariam distribuídos em comentários bíblicos, obras de teologia bíblica, pesquisas históricas, estudos culturais, arqueologia, geografia bíblica e homilética.


Uma exposição completa do livro de Gênesis

Gênesis é o livro dos começos. Nele encontramos os fundamentos da criação, da humanidade, do pecado, da promessa da redenção, das alianças divinas e da formação do povo da aliança. É também o livro que estabelece a base teológica sobre a qual toda a narrativa das Escrituras será construída.

Ao longo desta obra, você encontrará uma exposição detalhada das principais perícopes de Gênesis, abordando seu contexto histórico, literário, cultural, político, geográfico e teológico. Os sermões exploram temas centrais como a criação do universo, a dignidade do ser humano criado à imagem de Deus, a entrada do pecado no mundo, o juízo divino, a graça revelada na promessa do Descendente, o chamado de Abraão, as alianças, a vida dos patriarcas, a providência de Deus na história de José e o desenvolvimento do plano redentor que percorre toda a Bíblia.

Cada mensagem foi construída para ajudar o pregador a compreender não apenas o significado original da passagem, mas também sua relevância para a igreja contemporânea e sua conexão com o Evangelho.


Uma exposição comprometida com a fidelidade às Escrituras

Todos os sermões foram desenvolvidos a partir do método histórico-gramatical, respeitando a gramática do texto bíblico, seu contexto literário, histórico e canônico, bem como a intenção do autor inspirado.

A pesquisa exegética é integrada à Teologia Bíblica e à Teologia Sistemática, permitindo que cada mensagem preserve o significado original da passagem sem perder sua aplicação pastoral.

Um dos grandes diferenciais desta coleção é sua abordagem cristocêntrica.

Desde a promessa do Descendente em Gênesis 3 até a vida de José, passando pelas alianças estabelecidas com os patriarcas, cada sermão demonstra como o livro de Gênesis prepara o caminho para Cristo e para o cumprimento do plano redentor de Deus.

Por essa razão, todos os sermões incluem uma seção específica dedicada ao Messias no texto e ao Evangelho na passagem, auxiliando o pregador a proclamar Cristo com fidelidade sem desrespeitar o contexto bíblico.


Autoridade construída sobre pesquisa e tradição

Esta coleção é resultado de um extenso projeto editorial desenvolvido ao longo de anos de pesquisa, curadoria e amadurecimento teológico.

Ao longo da obra, o leitor encontrará contribuições da Grande Tradição Cristã, dialogando com reflexões de Agostinho, João Calvino, Jonathan Edwards, Charles H. Spurgeon, D. Martyn Lloyd-Jones, John Stott, John Piper, Tim Keller e outros importantes teólogos e pregadores, sempre subordinando essas contribuições à autoridade suprema das Escrituras.


O que você encontrará nesta obra

✔ Introdução completa ao livro de Gênesis.

✔ Panorama histórico, cultural, político e geográfico do Antigo Oriente.

✔ Estrutura literária e organização do livro.

✔ Pesquisa arqueológica, histórica e cultural aplicada ao estudo do texto.

✔ Análise exegética das principais perícopes.

✔ Integração entre Exegese, Teologia Bíblica e Teologia Sistemática.

✔ Sermões expositivos completos para pregação e ensino.

✔ Tema, objetivo, mensagem central e desenvolvimento completo de cada sermão.

✔ Aplicações práticas fundamentadas na intenção original do texto.

✔ O princípio teológico de cada passagem.

✔ A revelação do Messias ao longo de Gênesis.

✔ O Evangelho presente em cada sermão.

✔ Citações de importantes teólogos e pregadores.

✔ Um recurso para preparação de mensagens, estudos bíblicos, discipulado e formação ministerial.


Esta obra é indicada para

  • Pastores.
  • Pregadores.
  • Líderes cristãos.
  • Professores de Escola Bíblica Dominical.
  • Estudantes de Teologia.
  • Seminários e Institutos Bíblicos.
  • Todos aqueles que desejam compreender profundamente o livro de Gênesis e desenvolver uma pregação expositiva comprometida com a fidelidade às Escrituras.

Um recurso para fortalecer o seu ministério

Preparar uma mensagem bíblica sólida não precisa significar começar cada sermão do zero.

Este volume foi desenvolvido para acompanhar você durante todo o processo de preparação da mensagem, oferecendo uma pesquisa ampla, uma exegese comprometida com o texto bíblico e sermões que conduzem naturalmente cada passagem até Cristo.

Assim, você poderá dedicar menos tempo reunindo informações dispersas e mais tempo meditando na Palavra, cuidando da igreja e proclamando o Evangelho com segurança, profundidade e fidelidade às Escrituras.


FAQ: Perguntas Frequentes sobre Gênesis

Quem escreveu o livro de Gênesis?

Moisés, segundo a tradição judaica e cristã antiga, e segundo o próprio testemunho do Novo Testamento, que atribui o Pentateuco a ele (Mc 12,26; Jo 5,46-47). Isso não exclui que Moisés tenha usado registros anteriores nem que escribas posteriores tenham atualizado detalhes como nomes de lugares a inspiração opera através de meios ordinários.

Quando Gênesis foi escrito?

Por volta do século XV ou XIII a.C., conforme a datação adotada para o Êxodo. A crítica majoritária propõe composição muito posterior, no período exílico ou pós-exílico, a partir de fontes combinadas.

O que é a hipótese documental (JEDP)?

A proposta, formulada por Wellhausen no século XIX, de que o Pentateuco resulta da fusão de quatro fontes distintas, identificadas por critérios como os nomes divinos e repetições narrativas. Hoje ela está bem menos firme do que esteve mesmo especialistas seculares reconhecem que os critérios são frágeis e que a unidade literária de Gênesis é mais forte do que a teoria admite.

Gênesis copiou os mitos da Babilônia?

Há paralelos reais com o Enuma Elish e a Epopeia de Gilgamesh, mas as diferenças pesam mais que as semelhanças. Gênesis apresenta um Deus único que cria sem conflito, um cosmos sem divindade própria, e seres humanos criados com dignidade — não escravos fabricados para poupar trabalho aos deuses. A leitura mais provável é que Gênesis conheça esse mundo de ideias e o confronte deliberadamente.


Os dias da criação foram de 24 horas?

Este é o ponto de maior divergência interna entre reformados, e nenhuma das posições é heterodoxa. As principais: dias literais de 24 horas; dias-eras (cada “dia” cobre um período extenso); estrutura literária ou “moldura” (a sequência é temática, não cronológica posição de Meredith Kline); e dias analógicos (dias de Deus, análogos aos nossos mas não idênticos posição de C. John Collins). O texto hebraico admite mais de uma leitura, e a Confissão de Westminster diz apenas “no espaço de seis dias”, sem definir a duração.

Qual a idade da Terra segundo a Bíblia?

A Bíblia não informa. O cálculo de aproximadamente 6.000 anos, de Ussher, soma as genealogias supondo que sejam contínuas e completas mas genealogias hebraicas comprovadamente omitem gerações (Mateus 1 salta três reis conhecidos). Reformados sustentam tanto a terra jovem quanto a terra antiga.

Gênesis 1 e Gênesis 2 se contradizem?

Não: são relatos com propósitos distintos. Gênesis 1 apresenta a criação do cosmos em escala ampla e ordem panorâmica; Gênesis 2 aproxima o foco sobre o sexto dia, detalhando a formação do homem, o jardim e a instituição do casamento. A “sequência diferente” de Gênesis 2 é temática, não uma segunda cronologia.

A Bíblia é compatível com a evolução?

Reformados se dividem. Alguns rejeitam a evolução integralmente; outros aceitam mecanismos evolutivos como descrição do processo criador, mantendo a criação direta da alma humana. O que a tradição confessional considera inegociável não é o mecanismo biológico, mas a criação por um Deus pessoal com propósito, a origem sobrenatural da humanidade e a historicidade de Adão.

Por que Deus diz “façamos” o homem, no plural?

A leitura cristã histórica vê aí uma insinuação da pluralidade intratrinitária, ainda velada nesse estágio da revelação. Alternativas propostas: plural de majestade, ou Deus dirigindo-se à corte celestial. Calvino considerava a leitura trinitária a mais consistente, sem forçar o texto a dizer no início o que só o Novo Testamento explicita.

O que significa ser criado à imagem de Deus?

Significa representar Deus e assemelhar-se a ele em capacidade racional e moral, em relação com ele e com o próximo, e na função de exercer domínio responsável sobre a criação. A tradição reformada acrescenta que a imagem foi corrompida pela Queda, mas não destruída, o que fundamenta a dignidade de todo ser humano (Gn 9,6; Tg 3,9).

Onde ficava o Jardim do Éden?

O texto situa-o pelos rios Tigre e Eufrates, sugerindo a região da Mesopotâmia, mas dois dos quatro rios mencionados (Pisom e Giom) não são identificáveis hoje. Se o Dilúvio alterou a geografia, a localização original é irrecuperável.

Por que Deus colocou a árvore proibida no jardim?

Porque obediência só é real quando há possibilidade de desobedecer. A árvore constituía o teste da aliança de obras: Adão como cabeça representativa da humanidade, com vida oferecida sob condição de fidelidade. Sem esse elemento, não haveria comunhão voluntária, apenas determinação.

O que era a árvore do conhecimento do bem e do mal?

Uma árvore real com função de prova, cujo nome indica a pretensão em jogo: decidir por si mesmo o que é bom e mau, em lugar de recebê-lo de Deus. O pecado não foi a busca de conhecimento em si, mas a reivindicação de autonomia moral.


A serpente era Satanás?

O texto de Gênesis não o diz, mas o Novo Testamento faz a identificação explicitamente (Ap 12,9; 20,2; cf. Jo 8,44; 2Co 11,3). É um exemplo típico de revelação progressiva: o que está velado no início torna-se claro no fim.

Adão e Eva foram pessoas reais?

Sim, e este ponto a tradição reformada trata como inegociável, diferentemente da duração dos dias. A razão é teológica, não apenas histórica: o argumento de Paulo em Romanos 5 e 1 Coríntios 15 depende de um paralelo entre dois homens reais se o primeiro Adão é figura literária, a lógica da imputação em Cristo se desfaz.

O que é o pecado original?

A condição de culpa e corrupção herdada por toda a humanidade em razão do pecado de Adão, que agiu como cabeça representativa da raça. Não se trata apenas de mau exemplo: nascemos com natureza já inclinada ao mal, o que explica por que ninguém precisa ser ensinado a pecar.

Qual foi o fruto proibido?

Era uma maçã? O texto não identifica a espécie. A maçã entrou na tradição ocidental por um trocadilho do latim, onde malum significa tanto “maçã” quanto “mal”.

O que é o protoevangelho de Gênesis 3,15?

É a primeira promessa do evangelho: o descendente da mulher esmagará a cabeça da serpente, sofrendo ferimento no processo. A leitura reformada vê aí a semente de toda a expectativa messiânica, o anúncio, ainda em germe, da vitória de Cristo pela cruz.

Por que Deus fez roupas de pele para Adão e Eva?

Para cobrir a vergonha que eles próprios tentaram encobrir com folhas, insuficientemente. A morte de um animal para vestir o pecador é vista como primeira antecipação do princípio do sacrifício substitutivo: alguém morre para que o culpado seja coberto.


Com quem Caim se casou?

Com uma irmã ou parente próxima, já que Gênesis 5,4 registra que Adão gerou outros filhos e filhas. A proibição do incesto só foi promulgada no tempo de Moisés, e no início da humanidade não havia alternativa.

Por que Deus aceitou a oferta de Abel e rejeitou a de Caim?

Hebreus 11,4 aponta a fé como diferença decisiva, e Gênesis observa que Abel trouxe o melhor do rebanho enquanto de Caim registra-se apenas “do fruto da terra”. A questão está na disposição do coração, evidenciada na qualidade da oferta não no tipo de produto oferecido.

O que era a marca de Caim?

O texto não descreve. Sua função é clara e frequentemente invertida na cultura popular: era proteção, não estigma sinal de que ninguém deveria matá-lo.

Como as pessoas viviam 900 anos?

Gênesis registra essas idades como fato, sem explicá-las. Propostas incluem condições ambientais pré-diluvianas diferentes, menor acúmulo de mutações genéticas, ou uso de sistema numérico simbólico. Note-se que a longevidade decresce progressivamente após o Dilúvio até chegar aos patamares atuais.

Quem foi Enoque e por que ele não morreu?

Enoque “andou com Deus, e já não era, porque Deus o tomou” (Gn 5,24) um dos dois casos bíblicos de translação sem morte, junto com Elias. Serve, na estrutura de uma genealogia inteiramente marcada pelo refrão “e morreu”, como sinal de que a morte não terá a palavra final.


Quem eram os “filhos de Deus” que se casaram com as filhas dos homens?

Três leituras competem: anjos caídos (apoiada por Judas 6-7 e 2 Pedro 2,4, e majoritária na interpretação judaica antiga); a linhagem piedosa de Sete casando-se com a linhagem de Caim (leitura preferida por Calvino e comum entre reformados); ou governantes despóticos praticando poligamia. O texto não decide, e a passagem permanece uma das mais obscuras de Gênesis.

Quem eram os Nefilins? Eram gigantes?

O termo designa figuras de estatura ou reputação imponente “valentes da antiguidade, homens de renome”. A tradução por “gigantes” vem da Septuaginta, e o texto hebraico é mais reticente do que a cultura popular sugere.

O Dilúvio foi global ou local?

Segundo ponto de divergência legítima entre reformados. A leitura global toma “toda a terra” e “todos os altos montes” em sentido absoluto; a leitura local observa que o hebraico erets frequentemente significa “região” e que a linguagem universal na Bíblia às vezes é fenomenológica. Ambas afirmam o essencial: juízo divino real e histórico sobre a humanidade, do qual Noé foi preservado por graça.

Como todos os animais couberam na arca?

A arca tinha volume aproximado de 40.000 metros cúbicos dimensão comparável à de um navio de carga moderno. Defensores da suficiência do espaço argumentam que Noé levaria “tipos” ou famílias básicas, não espécies no sentido taxonômico atual, e que animais jovens ocupariam menos espaço.

A arca de Noé foi encontrada?

Não. Nenhuma das expedições ao Monte Ararate produziu evidência verificável, e as alegações periódicas de descoberta não resistiram a exame independente.

Existe evidência arqueológica do Dilúvio?

Há camadas de sedimento fluvial em sítios mesopotâmicos e, sobretudo, a presença notável de relatos de dilúvio em culturas de todos os continentes. Nenhum desses dados constitui prova direta, e sua interpretação depende do modelo adotado.

Por que Noé amaldiçoou Canaã e não Cam?

O texto não explica, e a maldição recai sobre o filho de Cam, não sobre ele. É importante registrar que essa passagem foi historicamente distorcida para justificar a escravidão de africanos uso que não tem apoio algum no texto, já que os cananeus eram um povo do Levante, não da África subsaariana.

O que significa o arco-íris na aliança com Noé?

É o sinal da aliança noética, garantia de que Deus não destruirá novamente a terra por água. Teologicamente, funciona como aliança de preservação: sustenta a ordem natural e a história humana para que o plano de redenção possa se desdobrar.


O que foi a Torre de Babel?

Uma tentativa humana de construir uma cidade com torre “cujo topo chegue aos céus”, motivada pelo desejo de fazer nome próprio e não se dispersar exatamente o contrário do mandato de encher a terra. Provavelmente um zigurate mesopotâmico, estrutura de culto típica da região.

Por que Deus confundiu as línguas?

Para conter uma unidade humana organizada contra ele. O juízo é ao mesmo tempo misericordioso: a dispersão limita o alcance do mal coletivo. Pentecostes, em Atos 2, aparece como reversão deliberada de Babel línguas outra vez diversas, mas agora unificadas no louvor.

A Tabela das Nações de Gênesis 10 é histórica?

Ela relaciona povos conhecidos do antigo Oriente Próximo com precisão notável para um documento antigo, e vários dos nomes têm correspondência arqueológica. Seu propósito é teológico: mostrar que todas as nações descendem de um tronco comum, preparando a eleição de Abraão em benefício de todas elas.


Qual é a aliança de Deus com Abraão?

A promessa de descendência, terra e bênção que alcançaria todas as famílias da terra (Gn 12,1-3). Na leitura reformada, é o eixo de toda a história redentiva: Paulo identifica em Gálatas 3 o cumprimento dessa promessa em Cristo e nos que creem, judeus e gentios.

Por que Deus pediu a Abraão que sacrificasse Isaque?

Como prova de fé, e Deus interrompe o ato antes de sua consumação, providenciando o substituto. O episódio ocorre no monte Moriá, futuro local do Templo, e a tradição cristã lê nele a antecipação mais nítida do Antigo Testamento: um pai, um filho único, um carneiro no lugar e a promessa de que Deus proverá.

Por que Abraão mentiu dizendo que Sara era sua irmã?

Por medo, duas vezes (Gn 12 e 20), e Gênesis narra o episódio sem justificá-lo. É característico do livro relatar as falhas dos patriarcas sem maquiagem o que reforça sua credibilidade histórica e sublinha que a aliança depende da fidelidade de Deus, não da deles.

Por que Sodoma e Gomorra foram destruídas?

Por corrupção moral generalizada, incluindo violência sexual, arrogância e indiferença ao necessitado Ezequiel 16,49 destaca justamente estes últimos elementos ao lado dos primeiros. A intercessão de Abraão em Gênesis 18 mostra que Deus teria poupado a cidade por dez justos.

Por que a mulher de Ló virou estátua de sal?

Porque olhou para trás, contra a ordem expressa gesto que o texto trata como apego ao que estava sendo julgado. Jesus a menciona como advertência em Lucas 17,32.

Quem foi Melquisedeque?

Rei de Salém e sacerdote do Deus Altíssimo, que abençoa Abraão e recebe dele o dízimo (Gn 14). Hebreus 7 desenvolve a figura extensamente: um sacerdócio anterior e superior ao levítico, sem genealogia registrada, tipo do sacerdócio eterno de Cristo.

Por que a circuncisão foi instituída?

Como sinal e selo da aliança abraâmica (Gn 17), aplicado inclusive a bebês de oito dias. A teologia reformada vê nesse ponto o fundamento do batismo infantil: se sob a aliança antiga o sinal era aplicado aos filhos dos crentes antes de qualquer profissão de fé, não haveria razão para a nova aliança ser mais restritiva.

Quem foi Agar e por que Ismael foi enviado embora?

Serva egípcia de Sara, dada a Abraão por iniciativa da própria Sara para produzir descendência sem esperar a promessa. O episódio gera conflito e culmina na saída de Agar e Ismael mas Deus a encontra no deserto, ouve o menino e promete fazer dele uma nação. Paulo usa o contraste entre os dois filhos em Gálatas 4 como alegoria de duas alianças.


Por que Deus escolheu Jacó e não Esaú?

Por eleição soberana, anterior ao nascimento de ambos e a qualquer mérito — é exatamente o argumento de Paulo em Romanos 9,10-13. A tradição reformada considera esta a passagem-chave sobre a graça incondicional: a escolha não se baseia em algo previsto no escolhido.

Jacó lutou com Deus ou com um anjo?

O texto diz “um homem”, mas Jacó conclui ter visto Deus face a face, e Oseias 12,4 refere-se a um anjo. A leitura cristã tradicional identifica ali uma teofania possivelmente uma manifestação pré-encarnada do Filho.

Por que os patriarcas tinham várias esposas?

Porque era prática cultural do período, e Gênesis a relata sem endossá-la. Cada caso de poligamia no livro produz conflito familiar destrutivo Sara e Agar, Lia e Raquel, e a narrativa deixa o julgamento implícito no resultado, reafirmando o padrão monogâmico de Gênesis 2,24.

Qual o significado da história de José?

É a demonstração narrativa mais clara da providência divina: o que os irmãos intentaram para o mal, Deus dispôs para o bem, a fim de preservar muitas vidas (Gn 50,20). A frase é o fecho teológico do livro e uma das bases do entendimento reformado da soberania de Deus sobre a ação humana livre e culpável.

O que é a bênção de Judá em Gênesis 49,10?

A promessa de que o cetro não se afastará de Judá até que venha aquele a quem pertence, e a ele obedecerão os povos. É elo direto entre a aliança abraâmica e a linhagem davídica, e a razão pela qual o Messias é esperado da tribo de Judá.


Gênesis é história ou poesia?

Nem uma coisa nem outra em estado puro: é narrativa em prosa hebraica, com marcadores gramaticais típicos de relato histórico, ainda que os capítulos iniciais usem estrutura literária cuidadosamente elaborada. A tradição reformada sustenta que Gênesis narra eventos reais, admitindo que o faz com recursos literários e sem a precisão técnica que a modernidade espera.

Como Gênesis se relaciona com o restante da Bíblia?

Como fundamento de tudo o que segue. Criação, queda, promessa e aliança as quatro peças de Gênesis 1–12 estabelecem a estrutura que a Escritura inteira desenvolve, e que se fecha em Apocalipse 21–22 com a árvore da vida restituída e a maldição removida.

Por que estudar Gênesis se as discussões científicas são tão polêmicas?

Porque a controvérsia ocupa onze capítulos de cinquenta. O restante do livro trata de fé, família, promessa, fracasso e providência e é aí que está a maior parte do conteúdo que forma leitores. Perder Gênesis por causa do debate sobre os dias é trocar o livro inteiro por sua primeira página.


Nota sobre divergências internas

Três questões deste livro nunca foram testes de ortodoxia na tradição reformada, e teólogos igualmente comprometidos com a autoridade da Escritura divergem sobre elas: a duração dos dias de criação, a idade da terra e a extensão do Dilúvio. Tratá-las como fronteira entre fé e incredulidade cria divisões que a própria tradição não autoriza. Já a historicidade de Adão ocupa outro patamar, por sustentar diretamente a doutrina do pecado e da redenção em Romanos 5.


Sobre o Autor

Rev. Fabiano Queiroz é professor, escritor, pesquisador e ministro do Evangelho pela Igreja Presbiteriana do Brasil. Graduado em Teologia pelo Seminário Presbiteriano de Curitiba e pós-graduado em Teologia e Interpretação Bíblica pela FABAPAR, dedica-se ao ensino das Escrituras, à pesquisa bíblico-teológica e à pregação expositiva.

Como autor, desenvolve projetos voltados ao estudo, à interpretação e à exposição fiel da Bíblia, com especial atenção à formação de pastores, pregadores, líderes cristãos e estudantes de teologia.

Informação adicional

Autor

Rev. Fabiano Queiroz

Formato

eBook (PDF)

Páginas

669

Edição

2

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