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Atos: A Bíblia de Sermões do Pregador

O preço original era: R$59,90.O preço atual é: R$29,90.

Esboços de Pregação no Livro de Atos para Sermões Expositivos e Estudos Bíblicos

Descrição

Atos: A Bíblia de Sermões do Pregador é um Livro de Esboços Bíblicos Completos para Pregação Expositiva e Estudos Bíblicos com pesquisa arqueológica, cultural, exegética, histórica e teológica.

Toda semana acontece a mesma cena.

Um pastor abre sua Bíblia, escolhe o texto que será pregado no próximo culto e inicia um longo caminho entre a leitura da passagem e o momento de subir ao púlpito.

Esse caminho exige oração, estudo, interpretação, pesquisa, organização e, acima de tudo, fidelidade às Escrituras.

Mas a realidade do ministério raramente oferece o tempo que esse processo exige.

Entre aconselhamentos, visitas, administração da igreja, família, trabalho e tantas outras responsabilidades, muitos pregadores convivem com a mesma preocupação silenciosa:

“Será que estou interpretando este texto corretamente?”

Quando o livro escolhido é Atos dos Apóstolos, esse desafio se torna ainda maior.

  • Como interpretar corretamente os acontecimentos extraordinários narrados por Lucas sem transformar descrições históricas em prescrições para a igreja?
  • Como compreender a expansão do Evangelho, a atuação do Espírito Santo e o desenvolvimento da igreja primitiva respeitando o contexto histórico e a progressão da revelação?
  • Como explicar os discursos apostólicos, os milagres, as perseguições e as viagens missionárias preservando a unidade teológica do livro?
  • Como conduzir cada sermão até Cristo sem perder de vista que o verdadeiro protagonista de Atos é a obra soberana de Deus na expansão do Seu Reino?

Responder a essas perguntas normalmente exige consultar diversos comentários bíblicos, pesquisas históricas, estudos sobre o mundo greco-romano, arqueologia, Teologia Bíblica, geografia bíblica e materiais de homilética.

Foi exatamente para reduzir essa distância entre o texto bíblico e o púlpito que nasceu a coleção Esboços Bíblicos Completos para Pregação Expositiva. Este volume não foi desenvolvido para substituir seu estudo das Escrituras. Ele foi desenvolvido para fortalecê-lo.

Enquanto você permanece dedicado à oração, à meditação e à preparação da mensagem, esta obra coloca ao seu lado uma pesquisa cuidadosamente organizada para ajudá-lo a compreender Atos dos Apóstolos com maior segurança, estruturar sermões expositivos consistentes e proclamar Cristo de maneira fiel ao texto bíblico.


Por que este volume é diferente?

Embora utilize a expressão “esboços bíblicos”, esta obra oferece muito mais do que roteiros para sermões.

Ela funciona como uma verdadeira ferramenta ministerial de preparação.

Em um único volume você encontrará recursos que normalmente estariam distribuídos entre comentários bíblicos, livros de Teologia Bíblica, pesquisas históricas, arqueologia, geografia bíblica, estudos sobre o contexto judaico e greco-romano, missiologia e homilética.

O objetivo não é entregar sermões prontos para serem repetidos no púlpito.

O objetivo é oferecer ao pregador uma base sólida para compreender o texto, desenvolver sua própria exposição e comunicar as Escrituras com segurança, profundidade e fidelidade.


Uma exposição completa do livro de Atos dos Apóstolos

O livro de Atos dos Apóstolos registra a continuidade da obra de Jesus Cristo por meio do Espírito Santo na vida da Igreja. Mais do que narrar a história dos primeiros cristãos, Lucas demonstra como o Evangelho rompe fronteiras, alcança diferentes povos e estabelece comunidades fundamentadas na Palavra, na comunhão e na missão.

Ao longo deste volume você encontrará uma exposição completa de Atos dos Apóstolos, explorando seu contexto histórico, político, cultural, geográfico, literário e teológico.

Os sermões desenvolvem temas fundamentais como a promessa e o derramamento do Espírito Santo, a expansão do Reino de Deus, a pregação apostólica, o discipulado, a formação da Igreja, as perseguições, as viagens missionárias de Paulo, a unidade entre judeus e gentios, a soberania de Deus sobre a missão e o avanço irresistível do Evangelho até os confins da terra.

Cada mensagem foi construída para ajudar você a compreender que Atos dos Apóstolos não é apenas um registro da igreja primitiva, mas uma poderosa demonstração de que Cristo continua edificando Sua Igreja e cumprindo Sua missão na história.


Exegese que conduz ao Evangelho

Todos os sermões foram desenvolvidos a partir do método histórico-gramatical, respeitando a gramática do texto bíblico, seu contexto histórico, literário e canônico.

A pesquisa exegética dialoga constantemente com a Teologia Bíblica e a Teologia Sistemática, preservando o significado original da passagem sem perder sua aplicação pastoral.

Um dos maiores diferenciais desta coleção é sua abordagem cristocêntrica.

Embora Atos destaque o ministério dos apóstolos e a ação do Espírito Santo, cada sermão demonstra que o centro da narrativa continua sendo Jesus Cristo, exaltado à direita do Pai e governando soberanamente a expansão do Seu Reino. O Espírito Santo não substitui Cristo; Ele glorifica Cristo, capacita Sua Igreja e torna eficaz a proclamação do Evangelho até os confins da terra.

Por isso, todos os capítulos incluem uma seção específica dedicada ao Messias no texto e ao Evangelho na passagem, demonstrando como cada narrativa aponta para a pessoa, a obra e o governo de Jesus Cristo.


O que você encontrará nesta obra

✔ Uma introdução completa ao livro de Atos dos Apóstolos.

✔ Panorama histórico, político, cultural e religioso do mundo judaico e greco-romano no século I.

✔ Contexto da expansão missionária da Igreja Primitiva.

✔ Estrutura literária e organização do livro.

✔ Estudo das principais viagens missionárias e do desenvolvimento da igreja primitiva.

✔ Pesquisa arqueológica, histórica, geográfica e cultural organizada para economizar horas de estudo.

✔ Exegese das principais perícopes.

✔ Integração entre Exegese, Teologia Bíblica e Teologia Sistemática.

✔ Sermões expositivos completos para pregação e ensino.

✔ Tema, objetivo, mensagem central e desenvolvimento completo de cada sermão.

✔ Aplicações práticas fundamentadas no texto bíblico.

✔ A revelação de Cristo ao longo de Atos dos Apóstolos.

✔ O Evangelho presente em todos os sermões.

✔ Citações de importantes teólogos e pregadores.

✔ Um recurso para acompanhar você na preparação de sermões, estudos bíblicos, discipulado e formação ministerial.


Para quem esta obra foi desenvolvida?

• Pastores.

• Pregadores.

• Líderes cristãos.

• Professores de Escola Bíblica Dominical.

• Estudantes de Teologia.

• Missionários.

• Seminários e Institutos Bíblicos.

• Todos aqueles que desejam interpretar Atos dos Apóstolos com maior segurança e proclamar sua mensagem com fidelidade às Escrituras.


Um companheiro para o seu ministério

Atos dos Apóstolos continua inspirando a igreja a proclamar o Evangelho com coragem, fidelidade e dependência do Espírito Santo. No entanto, sua mensagem vai muito além dos milagres e dos acontecimentos extraordinários. O livro revela como Cristo continua governando Sua Igreja, dirigindo Sua missão e cumprindo Sua promessa de fazer discípulos entre todas as nações.

Este recurso foi desenvolvido para caminhar ao seu lado durante cada etapa da preparação da mensagem, reduzindo a distância entre o texto bíblico e o púlpito. Assim, você poderá dedicar menos tempo reunindo informações dispersas e mais tempo compreendendo profundamente o livro de Atos dos Apóstolos, proclamando Cristo com convicção e edificando a igreja por meio de uma exposição bíblica sólida, cristocêntrica e fiel às Escrituras.


FAQ: Perguntas Frequentes sobre Atos dos Apóstolos

Quem escreveu o livro de Atos?

Lucas, o mesmo autor do terceiro Evangelho. A continuidade é explícita: Atos 1,1 refere-se ao “primeiro tratado” dirigido a Teófilo, e estilo, vocabulário e interesses teológicos coincidem. A atribuição é unânime na Igreja antiga.

O que são as “seções nós”?

Quatro trechos em que a narrativa passa da terceira para a primeira pessoa do plural (16,10-17; 20,5-15; 21,1-18; 27,1 a 28,16). A explicação mais econômica é que o autor estava presente nesses momentos, viajando com Paulo. Propostas alternativas, como convenção literária de relatos marítimos, não explicam bem por que o recurso aparece e desaparece de modo tão irregular.

Quando Atos foi escrito?

A estimativa conservadora é entre 62 e 64 d.C., baseada no fato de o livro terminar com Paulo ainda preso em Roma, sem narrar sua morte, a queda de Jerusalém ou a perseguição de Nero. A crítica majoritária prefere datas entre 80 e 90.

Por que o livro se chama “Atos dos Apóstolos”?

O título não é original e foi acrescentado depois. É também impreciso: dos doze apóstolos, apenas Pedro e João aparecem com destaque, e o protagonista da segunda metade, Paulo, não estava entre eles. Muitos sugerem que “Atos do Espírito Santo” descreveria melhor o conteúdo, já que o Espírito é o agente constante em todas as etapas.

Qual é a estrutura do livro?

Atos 1,8 funciona como índice: testemunho em Jerusalém, na Judeia e Samaria, e até os confins da terra. O livro segue exatamente essa progressão geográfica, e encerra com o evangelho chegando a Roma, capital do império.

Atos é historicamente confiável?

O livro apresenta dezenas de detalhes verificáveis, e a precisão é notável: títulos administrativos que variavam de cidade para cidade estão corretos, como politarcas em Tessalônica, procônsul em Chipre e “o principal” em Malta. Detalhes náuticos do capítulo 27 correspondem à navegação antiga. William Ramsay, que iniciou suas pesquisas cético quanto ao livro, mudou de posição diante desses dados.

Os discursos de Atos são transcrições literais?

Provavelmente não, e isso não é falha. Historiadores antigos compunham discursos que representassem fielmente o sentido e a ocasião, prática que Tucídides descreve abertamente. Os discursos de Atos preservam características distintas de cada orador, o que sugere que Lucas trabalhou com material real e não uniformizou tudo em seu próprio estilo.


O que aconteceu na ascensão?

Jesus foi elevado diante dos discípulos e uma nuvem o ocultou, com dois homens anunciando que voltaria do mesmo modo. Lucas é o único autor do Novo Testamento a narrar o episódio, e o faz duas vezes, no fim do Evangelho e na abertura de Atos, usando-o como dobradiça entre os volumes.

A escolha de Matias por sorteio foi um erro?

Alguns intérpretes sustentam que os apóstolos se anteciparam e que o verdadeiro décimo segundo seria Paulo. A leitura majoritária discorda: o texto não critica a decisão, o sorteio era método legítimo no Antigo Testamento para consultar a vontade divina, e Paulo nunca reivindica o lugar de Judas. Vale notar que este é o último sorteio registrado na Escritura, e ele ocorre antes de Pentecostes.

Por que doze apóstolos?

Porque o número corresponde às doze tribos e sinaliza a reconstituição do povo de Deus em torno do Messias. A restauração do número é apresentada como necessária antes do início da missão.


O que aconteceu no dia de Pentecostes?

Um som como de vento impetuoso, línguas como de fogo repartidas sobre os presentes, e o falar em outros idiomas, compreendidos pelos judeus de várias regiões que estavam em Jerusalém para a festa. Pedro prega, cita Joel e cerca de três mil pessoas creem.

As línguas de Pentecostes eram idiomas reais?

O texto é explícito: os ouvintes reconheciam suas próprias línguas de origem, e Lucas lista as regiões. Se o fenômeno descrito em 1 Coríntios 14 é o mesmo ou de natureza distinta, é ponto de debate entre intérpretes.

Por que Pentecostes é considerado o nascimento da Igreja?

Porque nele o Espírito prometido é derramado sobre o povo de Deus de modo permanente e coletivo, cumprindo Joel 2. A teologia reformada o entende como evento inaugural e irrepetível, comparável em singularidade à encarnação ou à ressurreição, e não como experiência a ser reproduzida por cada geração.

Pentecostes reverte Babel?

A correspondência é frequentemente notada e parece deliberada. Em Babel, a soberba humana produz dispersão e confusão de línguas; em Pentecostes, línguas diversas são compreendidas e o resultado é reunião em torno de uma só mensagem.

O que significa “batismo no Espírito Santo”?

Na leitura reformada, é a incorporação a Cristo que ocorre na conversão, conforme 1 Coríntios 12,13, e não uma segunda experiência posterior. A leitura pentecostal clássica entende uma experiência distinta e subsequente, com evidência em línguas, apoiada nos episódios de Atos. A divergência é real e antiga.

Por que o Espírito veio em momentos diferentes em Atos?

Em Jerusalém desce sobre judeus, em Samaria sobre samaritanos, na casa de Cornélio sobre gentios e em Éfeso sobre discípulos que conheciam apenas o batismo de João. A leitura reformada entende esses episódios como transicionais: cada grupo antes separado é publicamente incorporado à única Igreja, com apóstolos presentes para atestar. Não estabelecem um roteiro a ser repetido, e sim documentam uma unificação que ocorreu uma vez.


O que Atos 2,38 ensina sobre batismo e salvação?

Pedro manda arrepender-se e ser batizado “para remissão dos pecados”, texto usado em favor da regeneração batismal. A leitura reformada observa que a preposição grega admite o sentido de “com base em” ou “com vistas a”, que o próprio livro registra Cornélio recebendo o Espírito antes do batismo, e que o restante do Novo Testamento condiciona a salvação à fé. O batismo é sinal e selo do que a fé recebe, não a causa.

A igreja primitiva praticava comunismo?

Não no sentido político do termo. A partilha descrita em Atos 2 e 4 era voluntária, motivada por necessidade concreta e sem confisco: Pedro diz expressamente a Ananias que a propriedade era dele antes da venda e o dinheiro estava sob seu controle depois. Não há indicação de que a prática tenha sido normativa nem permanente, e as cartas posteriores pressupõem propriedade privada.

Por que Ananias e Safira morreram?

Não por reterem parte do dinheiro, o que Pedro afirma ser direito deles, mas por mentirem sobre isso, apresentando a doação como integral. Pedro qualifica o ato como mentira ao Espírito Santo. O episódio ocorre no início da vida da Igreja e a tradição reformada o lê como juízo inaugural, com função semelhante a outros episódios de severidade no começo de novas etapas na história da redenção.

Quem eram os sete escolhidos em Atos 6?

Sete homens designados para administrar a distribuição diária aos necessitados, liberando os apóstolos para a oração e o ministério da Palavra. A tradição reformada vê aí a origem do ofício de diácono, embora o texto não use o substantivo. É notável que dois deles, Estêvão e Filipe, apareçam logo depois pregando e evangelizando.

O que aconteceu com Estêvão?

Foi acusado de blasfêmia, fez o discurso mais longo do livro, percorrendo a história de Israel para mostrar um padrão de rejeição aos enviados de Deus, e foi apedrejado. Torna-se o primeiro mártir cristão, e Lucas registra que Saulo de Tarso guardava as roupas dos executores.


O que aconteceu na conversão de Paulo?

A caminho de Damasco, para perseguir cristãos, ele é derrubado por uma luz e ouve a voz de Jesus perguntando por que o persegue. Fica cego por três dias e é curado por Ananias de Damasco. O episódio é narrado três vezes no livro, sinal da importância que Lucas lhe atribui.

Os três relatos da conversão de Paulo se contradizem?

As diferenças são de detalhe: um diz que os companheiros ouviram a voz sem ver ninguém, outro que viram a luz sem ouvir a voz. A explicação usual é gramatical, pois o verbo grego para ouvir muda de sentido conforme o caso do complemento, podendo indicar perceber som ou compreender o que se diz. Somam-se as variações normais de ênfase em relatos feitos a públicos distintos.

O que significa a visão do lençol de Pedro?

Um lençol descendo do céu com animais impuros e a ordem de matar e comer, repetida três vezes. O próprio texto informa a interpretação: Pedro conclui que não deve chamar impuro a nenhum homem. A revogação das restrições alimentares está pressuposta, mas o alvo do episódio são pessoas, não comida.

Quem foi Cornélio?

Um centurião romano, temente a Deus mas não prosélito, que recebe o Espírito com toda a sua casa enquanto Pedro ainda pregava. É a entrada oficial dos gentios na Igreja, e a reação em Jerusalém mostra o quanto isso foi difícil de aceitar.

O que foi a conversão do eunuco etíope?

Um oficial da rainha da Etiópia lê Isaías 53 no caminho de volta de Jerusalém, sem entender de quem o profeta fala. Filipe explica e o batiza. É um dos textos mais claros do Novo Testamento sobre a leitura cristológica do Antigo Testamento e sobre o alcance geográfico precoce do evangelho.

Quem foi Simão, o mago?

Um praticante de magia em Samaria que creu e foi batizado, mas depois ofereceu dinheiro para comprar o poder de conferir o Espírito. Pedro o repreende com severidade e o chama a arrepender-se. Do episódio deriva o termo simonia, usado desde então para a compra e venda de cargos e bens espirituais.


O que foi decidido em Atos 15?

Que os gentios convertidos não precisavam ser circuncidados nem submeter-se à lei de Moisés para serem salvos. A questão de fundo era se a salvação seria pela graça mediante a fé ou dependeria também de adesão à identidade judaica, e a resposta define o cristianismo daí em diante.

O que foram as quatro exigências mantidas?

Abstenção de carne sacrificada a ídolos, de sangue, de carne sufocada e da imoralidade sexual. A leitura mais aceita é que as três primeiras visavam tornar possível a convivência à mesa entre cristãos judeus e gentios, removendo obstáculos práticos à comunhão, enquanto a quarta é norma moral permanente.

Atos 15 contradiz Gálatas 2?

Este é o teste clássico da confiabilidade de Lucas. A dificuldade é se Gálatas 2,1-10 corresponde à visita da fome de Atos 11 ou ao Concílio de Atos 15. A hipótese da datação precoce identifica Gálatas 2 com Atos 11 e explica por que Paulo não cita o decreto: ele ainda não existia. Nenhuma reconstrução é isenta de aspereza, mas a tese de contradição irredutível, herdada da escola de Tübingen, não se sustenta.

Atos 15 serve de modelo para o governo da Igreja?

A tradição presbiteriana entende que sim. O episódio mostra uma questão local sendo levada a uma assembleia mais ampla, composta por apóstolos e presbíteros, com debate, apelo à Escritura, decisão coletiva e comunicação às igrejas. É o principal fundamento neotestamentário do governo por concílios.


Quantas viagens missionárias Paulo fez?

Três descritas em Atos, mais a viagem final a Roma como prisioneiro. A divisão em três é convenção dos intérpretes, não do texto, mas corresponde bem à estrutura narrativa.

Por que Paulo e Barnabé se separaram?

Por causa de João Marcos, que abandonara a equipe em Panfília. Barnabé queria levá-lo novamente, Paulo se recusava, e Lucas registra que houve desavença tão intensa que se separaram. O desfecho é significativo: Paulo depois pede a presença de Marcos, chamando-o útil para o ministério (2Tm 4,11).

Quem foi Lídia?

Comerciante de púrpura em Filipos, primeira convertida registrada na Europa. Lucas escreve que o Senhor lhe abriu o coração para atender ao que Paulo dizia, formulação frequentemente citada na teologia reformada como descrição do chamado eficaz, pois a iniciativa é atribuída a Deus.

O que aconteceu com o carcereiro de Filipos?

Após um terremoto abrir as portas da prisão, ele pergunta o que deve fazer para ser salvo, ouve a resposta e é batizado com toda a sua casa naquela mesma noite. As igrejas reformadas citam este episódio, junto com o de Lídia, entre os textos que sustentam o batismo de casas inteiras.

O que Paulo disse no Areópago?

Partiu de um altar dedicado ao deus desconhecido, citou poetas gregos, apresentou o Deus criador que não habita em templos feitos por mãos humanas, e concluiu chamando ao arrependimento diante do juízo e da ressurreição. É o modelo neotestamentário de comunicação a um público sem base bíblica, e a reação foi mista: alguns zombaram, outros creram.

Quem eram os bereanos?

Judeus de Bereia que receberam a mensagem com boa vontade e examinavam diariamente as Escrituras para verificar se era assim. Lucas os chama de mais nobres que os de Tessalônica, e a tradição reformada os usa como modelo de submissão da pregação ao teste do texto bíblico.

O que aconteceu em Éfeso?

Paulo permaneceu quase três anos, o evangelho se espalhou pela província, houve queima pública de livros de magia, e um ourives chamado Demétrio organizou um tumulto ao perceber que o culto a Ártemis perdia clientes. O episódio mostra que a oposição ao cristianismo tinha também motivação econômica.

O que Paulo disse aos presbíteros de Mileto?

Fez seu discurso de despedida, advertindo sobre lobos que entrariam no rebanho e encomendando-os a Deus e à palavra da graça. O texto é central para a doutrina reformada do ofício, porque usa três termos para o mesmo grupo de pessoas: presbíteros que devem pastorear o rebanho, dos quais o Espírito os constituiu bispos. Presbítero, pastor e bispo designam ali um único ofício, exercido em pluralidade.


Por que Paulo foi preso?

Por acusação de ter introduzido gentios no recinto do Templo, o que provocou tumulto em Jerusalém. Foi resgatado pela guarnição romana e permaneceu sob custódia por anos, passando por audiências diante de Félix, Festo e Agripa.

O que significa “apelo para César”?

Um direito de cidadão romano de transferir seu caso ao tribunal imperial. Paulo o exerce diante de Festo, o que resulta em seu envio a Roma sob escolta. Agripa observa depois que ele poderia ter sido solto se não tivesse apelado.

O que aconteceu no naufrágio?

O navio enfrentou tempestade prolongada e encalhou em Malta, com todos os duzentos e setenta e seis a bordo sobrevivendo, conforme Paulo havia anunciado. O relato é considerado uma das descrições mais precisas de navegação antiga que sobreviveram da literatura greco-romana.

Por que Atos termina de forma abrupta?

Paulo está em prisão domiciliar em Roma, pregando sem impedimento, e o livro simplesmente para. A explicação mais simples é que Lucas escreveu antes que houvesse desfecho. Outras propostas: o propósito narrativo foi cumprido quando o evangelho alcançou Roma, ou havia um terceiro volume planejado. A última palavra do livro em grego é akolytos, “sem impedimento”, o que dá ao final aberto uma eloquência própria.

Paulo foi solto e preso outra vez?

É o que sugere a tradição antiga, junto com dados das cartas pastorais que não se encaixam na cronologia de Atos, como viagens a Creta e a Nicópolis. A hipótese comum é que ele foi absolvido, viajou mais, foi preso novamente e executado sob Nero, por volta de 67.


O que Atos 13,48 ensina sobre eleição?

O versículo diz que creram todos quantos estavam ordenados para a vida eterna, e é um dos textos mais diretos do Novo Testamento sobre eleição, porque coloca a ordenação divina como causa e a fé como consequência. Tentativas de traduzir o particípio grego como “dispostos” não têm apoio no uso normal do termo, que indica ação externa e não disposição própria.

Atos ensina que a Igreja deve reproduzir tudo o que ali se descreve?

Não. O princípio hermenêutico reformado é que narrativa descreve antes de prescrever, e que a normatividade se estabelece quando o próprio texto a indica ou quando o ensino epistolar a confirma. Ninguém sustenta que se deva escolher oficiais por sorteio ou vender propriedades por obrigação, embora ambas as coisas apareçam no livro.

Os milagres de Atos continuam hoje?

Ponto de divergência interna. A posição cessacionista, majoritária entre reformados, entende que os sinais atestavam os apóstolos e a fundação da Igreja, conforme 2 Coríntios 12,12 e Hebreus 2,3-4, e que fundamentos não se repetem. A posição continuísta entende que o texto não anuncia encerramento e que Deus continua a agir extraordinariamente. Ambas afirmam que Deus responde a orações e opera na história.

O que Atos ensina sobre pregação?

Que ela é o instrumento ordinário do crescimento da Igreja. Os discursos do livro seguem um padrão reconhecível: apelo às Escrituras, apresentação da morte e ressurreição de Jesus, e chamado ao arrependimento. Nenhum deles constrói o argumento a partir de experiência subjetiva.

Qual é o papel do Espírito Santo em Atos?

Central e constante. Ele desce, envia, impede, dirige, constitui presbíteros, fala pelos profetas e conduz Paulo a Jerusalém. Praticamente toda decisão significativa do livro é atribuída à sua ação, o que sustenta a proposta de que o título mais adequado seria “Atos do Espírito Santo”.

Como Atos se relaciona com o Evangelho de Lucas?

Como segunda parte de uma só obra. O Evangelho narra o que Jesus começou a fazer e ensinar, e Atos 1,1 sugere, pela escolha do verbo, que o segundo volume narra a continuação: a mesma obra, agora conduzida pelo Cristo exaltado através do Espírito e da Igreja.


Nota final

Atos começa em Jerusalém com cento e vinte pessoas num cenáculo e termina em Roma com um prisioneiro pregando sem impedimento. Entre um ponto e outro, o livro não apresenta uma estratégia humana bem-sucedida, e sim uma sequência de resistências vencidas: preconceito de judeus contra samaritanos, de cristãos judeus contra gentios, de autoridades contra a mensagem. A tese de Lucas é que nada disso deteve o avanço, porque quem o conduzia não estava entre os personagens visíveis.


Sobre o Autor

Rev. Fabiano Queiroz é professor, escritor, pesquisador e ministro do Evangelho pela Igreja Presbiteriana do Brasil. Graduado em Teologia pelo Seminário Presbiteriano de Curitiba e pós-graduado em Teologia e Interpretação Bíblica pela FABAPAR, dedica-se ao ensino das Escrituras, à pesquisa bíblico-teológica e à pregação expositiva.

Como autor, desenvolve projetos voltados ao estudo, à interpretação e à exposição fiel da Bíblia, com especial atenção à formação de pastores, pregadores, líderes cristãos e estudantes de teologia.

Informação adicional

Autor

Rev. Fabiano Queiroz

Formato

eBook (PDF), ePUB (Kindle/iPAD/Kobo)

Páginas

370

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