Mateus: A Bíblia de Sermões do Pregador
O preço original era: R$49,90.R$24,90O preço atual é: R$24,90.
Esboços de Pregação no Evangelho de Mateus para Sermões Expositivos e Estudos Bíblicos
Descrição
Mateus: A Bíblia de Sermões do Pregador é um livro de sermões para pregação expositiva e estudos bíblicos com pesquisa arqueológica, histórica, cultural, exegética e teológica.
Como preparar sermões expositivos no Evangelho de Mateus sem perder a unidade da narrativa, o contexto histórico e literário, a riqueza teológica e a centralidade de Cristo?
Preparar uma exposição fiel de Mateus exige mais do que conhecer as histórias de Jesus. O primeiro Evangelho reúne genealogia, narrativas, milagres, parábolas, conflitos, ensinamentos e grandes discursos que precisam ser interpretados dentro de seu contexto judaico, histórico, literário e teológico.
Para o pregador, isso levanta questões importantes: como compreender a relação entre as promessas do Antigo Testamento e seu cumprimento em Cristo? Como interpretar os discursos de Jesus e suas parábolas sem separá-los da narrativa do Evangelho? Como desenvolver uma série de sermões que preserve a unidade de Mateus? E como conduzir cada passagem ao evangelho sem perder sua mensagem original?
Mateus: A Bíblia de Sermões do Pregador foi desenvolvido para pastores, pregadores, professores, líderes cristãos e estudantes de Teologia que desejam estudar e expor o Evangelho de Mateus com maior profundidade, segurança hermenêutica e clareza pastoral.
Com 315 páginas, este volume reúne esboços e sermões expositivos completos, acompanhados de pesquisa bíblica, histórica, cultural, geográfica e teológica, oferecendo ao pregador uma ferramenta organizada para o estudo, a preparação de mensagens e o ensino das Escrituras.
Uma exposição do Evangelho de Mateus de Gênesis à Grande Comissão
Mateus apresenta Jesus como o Messias prometido, o Filho de Davi, o Filho de Abraão e o Rei que anuncia e inaugura o Reino dos Céus.
Desde a genealogia que abre o Evangelho até a Grande Comissão, sua narrativa estabelece uma relação profunda entre as promessas do Antigo Testamento e seu cumprimento na pessoa e na obra de Jesus Cristo.
Ao longo dos 28 capítulos de Mateus, o leitor encontra temas fundamentais para a pregação cristã: a identidade do Messias, o Reino dos Céus, o discipulado, a justiça do Reino, o Sermão do Monte, as parábolas, os milagres, a autoridade de Jesus, os conflitos com os líderes religiosos, a paixão, a morte, a ressurreição e a missão de fazer discípulos de todas as nações.
O objetivo desta obra é ajudar o pregador a enxergar essas partes não como episódios independentes, mas como elementos de uma narrativa teológica cuidadosamente construída.
Por que este volume é diferente?
A expressão “esboços bíblicos” poderia sugerir apenas uma coleção de tópicos para montar sermões. Este volume foi concebido para oferecer algo mais amplo.
A proposta é aproximar texto bíblico, exegese, contexto, teologia e púlpito.
Em vez de depender de informações espalhadas entre diferentes comentários, obras de Teologia Bíblica, estudos históricos, pesquisas sobre o judaísmo do século I, arqueologia, geografia bíblica, harmonia dos Evangelhos e manuais de homilética, o pregador encontra neste volume uma pesquisa organizada em torno da exposição de Mateus.
Isso não elimina a necessidade de estudo pessoal, oração e responsabilidade exegética. Ao contrário, a obra foi pensada para fortalecer o trabalho do pregador, oferecendo uma base de pesquisa e exposição que pode ser examinada, aprofundada, adaptada e aplicada ao contexto específico da igreja.
O contexto de Mateus antes do púlpito
Uma exposição bíblica responsável começa pela compreensão do mundo no qual o texto foi produzido.
Por isso, o volume dedica atenção aos elementos que ajudam a compreender o Evangelho de Mateus em seu ambiente original, incluindo:
- contexto histórico do século I;
- domínio romano e realidade política da Judeia;
- contexto religioso do judaísmo;
- grupos e correntes religiosas presentes no período;
- expectativas messiânicas;
- relação entre judaísmo e cristianismo nascente;
- geografia relacionada aos acontecimentos narrados;
- costumes e elementos culturais relevantes;
- estrutura literária do Evangelho;
- grandes blocos discursivos de Mateus;
- relação de Mateus com os demais Evangelhos quando necessária à interpretação.
Essas informações não aparecem como conhecimento histórico isolado. Elas são utilizadas quando contribuem para compreender melhor o texto, sua mensagem e sua aplicação.
Exegese, Teologia Bíblica e exposição
Os sermões foram desenvolvidos a partir de uma abordagem histórico-gramatical, procurando respeitar o significado do texto em seu contexto e considerar aspectos relevantes de sua linguagem, estrutura, gênero literário, ambiente histórico e lugar no cânon bíblico.
A exposição procura integrar:
- Exegese, para compreender o que o texto comunica em seu contexto;
- Teologia Bíblica, para perceber como Mateus participa do desenvolvimento progressivo da revelação;
- Teologia Sistemática, quando necessária para relacionar a passagem às grandes doutrinas da fé cristã;
- História e cultura bíblica, para esclarecer elementos que poderiam passar despercebidos ao leitor contemporâneo;
- Homilética, para transformar a compreensão do texto em uma exposição organizada e comunicável;
- Aplicação pastoral, para levar a verdade do texto à vida da igreja sem desconectá-la de seu significado original.
Essa integração procura reduzir a distância entre compreender o texto e proclamá-lo fielmente.
Cristo no centro da exposição
Um dos principais eixos deste volume é a leitura cristocêntrica do Evangelho de Mateus.
Mas uma pregação cristocêntrica precisa respeitar o texto. Por isso, a obra não procura simplesmente inserir uma referência a Jesus em cada sermão. A intenção é compreender como cada passagem participa da apresentação que Mateus faz do Messias e do Reino de Deus.
Mateus apresenta Jesus em continuidade com a história de Israel e com as promessas do Antigo Testamento. Ele é o Filho de Davi, o Filho de Abraão, o Messias esperado, o Rei, o Filho de Deus e aquele em quem a história da redenção encontra seu cumprimento.
Por essa razão, cada exposição inclui uma atenção específica à revelação do Messias no texto e à relação da passagem com o Evangelho, permitindo ao pregador perceber como a pessoa e a obra de Cristo se relacionam com a mensagem de cada perícope.
Essa abordagem busca preservar duas responsabilidades inseparáveis: fidelidade ao significado original do texto e compreensão de seu lugar na totalidade da revelação bíblica.
O que você encontrará neste volume?
Ao longo das 315 páginas, o leitor encontrará recursos desenvolvidos para auxiliar tanto o estudo quanto a preparação da mensagem:
- esboços e sermões expositivos completos no Evangelho de Mateus;
- introdução ao contexto e à estrutura do Evangelho;
- panorama histórico, político, cultural e religioso do século I;
- informações sobre o contexto judaico e as principais correntes religiosas;
- elementos de geografia bíblica relacionados ao Evangelho;
- contexto literário e organização dos grandes discursos de Jesus;
- relação de Mateus com os demais Evangelhos quando relevante;
- pesquisa histórica, arqueológica e cultural aplicada à exposição;
- exegese das principais perícopes;
- integração entre Exegese, Teologia Bíblica e Teologia Sistemática;
- tema e objetivo de cada sermão;
- mensagem central;
- desenvolvimento expositivo;
- aplicações fundamentadas no texto;
- identificação do Messias na passagem;
- identificação da contribuição do Evangelho em cada exposição;
- citações de teólogos e pregadores;
- material de apoio para pregação, ensino e estudo bíblico.
Uma ferramenta para preparar melhor seus sermões
O objetivo desta obra não é entregar mensagens para serem simplesmente repetidas no púlpito.
Seu propósito é oferecer uma base de estudo e exposição que ajude o pregador a desenvolver sua própria mensagem.
Você pode utilizar o material para:
- preparar sermões expositivos;
- desenvolver séries de pregação em Mateus;
- estudar o contexto das passagens;
- aprofundar a interpretação de perícopes específicas;
- preparar estudos bíblicos;
- elaborar aulas de Escola Bíblica;
- ensinar líderes e novos pregadores;
- complementar pesquisas teológicas;
- estudar a relação entre Mateus e o restante das Escrituras;
- compreender melhor a apresentação de Cristo como Messias e Rei.
A obra pode economizar tempo na organização da pesquisa, mas preserva aquilo que pertence à responsabilidade do pregador: orar, estudar, discernir, contextualizar e aplicar a Palavra de Deus à realidade concreta da igreja.
Para quem este livro é indicado?
- Pastores que precisam preparar exposições consistentes do Evangelho de Mateus e desejam aprofundar sua pesquisa bíblica.
- Pregadores que procuram esboços e sermões expositivos que possam servir como referência para o desenvolvimento de suas próprias mensagens.
- Professores de Escola Bíblica e estudos bíblicos que desejam compreender Mateus dentro de seu contexto histórico, literário e teológico.
- Líderes cristãos envolvidos em discipulado, formação bíblica e treinamento ministerial.
- Estudantes de Teologia interessados em hermenêutica, homilética, Teologia Bíblica, Evangelhos e interpretação das Escrituras.
- Seminários e Institutos Bíblicos que buscam material complementar para estudo e formação ministerial.
O que torna Mateus especialmente importante para a pregação?
Mateus combina narrativa e ensino de maneira singular. O Evangelho apresenta acontecimentos da vida e do ministério de Jesus ao mesmo tempo em que organiza grandes blocos de ensinamentos que moldaram profundamente a compreensão cristã sobre o Reino de Deus, o discipulado e a missão.
O Sermão do Monte, as parábolas do Reino, os discursos sobre discipulado, os confrontos com os líderes religiosos e o discurso escatológico exigem atenção especial ao contexto e à estrutura do Evangelho.
Além disso, Mateus estabelece repetidamente relações entre Jesus e as Escrituras de Israel, tornando indispensável compreender o uso do Antigo Testamento dentro de sua narrativa.
Por isso, pregar Mateus exige mais do que selecionar histórias conhecidas de Jesus. É necessário perceber como o Evangelho constrói sua apresentação do Rei, do Reino e daqueles que são chamados a segui-Lo.
É justamente nessa tarefa que este volume pretende servir ao pregador.
FAQ – Evangelho de Mateus: Perguntas Frequentes
Quem escreveu o Evangelho de Mateus?
A tradição unânime da Igreja antiga atribui o texto a Mateus, também chamado Levi, cobrador de impostos que Jesus chamou para segui-lo (Mt 9,9). O nome não aparece dentro do texto, mas nenhuma atribuição concorrente sobreviveu e escolher um publicano, figura desprezada em Israel, é escolha improvável para uma invenção.
Mateus era mesmo cobrador de impostos?
Sim, e o detalhe importa. Publicanos trabalhavam para Roma, eram considerados traidores e colaboracionistas, e sabiam ler, escrever e manter registros, habilidade rara e exatamente a que se esperaria de quem compila um Evangelho com tantas citações do Antigo Testamento. Note-se que só Mateus, entre os evangelistas, usa seu próprio título depreciativo ao listar os doze.
Quando o Evangelho de Mateus foi escrito?
Entre 60 e 70 d.C., na estimativa conservadora; a crítica majoritária prefere 80–90. O eixo da divergência é a predição da destruição do Templo em Mateus 24, que quem descarta profecia preditiva situa necessariamente após 70.
Mateus foi escrito originalmente em hebraico ou aramaico?
Papias, por volta de 110 d.C., menciona que Mateus compôs “os oráculos” em língua hebraica. O texto que possuímos está em grego e não parece tradução. As explicações propostas: Papias referia-se a uma coleção anterior de ditos, ou o próprio Mateus produziu duas versões. Nenhum original semítico jamais foi encontrado.
Por que Mateus é o primeiro livro do Novo Testamento?
Não por ter sido escrito primeiro, Marcos provavelmente o antecede, mas por sua função de ponte. Começa com genealogia, cita o Antigo Testamento mais que qualquer outro Evangelho e apresenta Jesus como cumprimento das promessas a Israel, o que faz dele a transição natural entre os dois Testamentos.
Para quem Mateus escreveu?
Para leitores judeus ou judeu-cristãos. Ele não explica costumes judaicos que Marcos precisa explicar, usa “reino dos céus” em lugar de “reino de Deus” por reverência ao nome divino, e organiza o material em torno da tese de que Jesus cumpre a Lei e os Profetas.
Qual é a estrutura do Evangelho?
Cinco grandes blocos de ensino, cada um encerrado por uma fórmula semelhante (“tendo Jesus concluído estas palavras”), intercalados com narrativa. Muitos veem aí um paralelo deliberado com os cinco livros de Moisés, apresentando Jesus como o novo e maior legislador.
Por que a genealogia de Mateus é diferente da de Lucas?
A explicação mais aceita é que Mateus traça a linha de José, estabelecendo o direito legal ao trono de Davi, enquanto Lucas traça a linha de Maria, estabelecendo a descendência biológica. Uma alternativa antiga recorre à lei do levirato, que produzia pais legais distintos dos biológicos.
Por que a genealogia está organizada em três grupos de catorze?
É um arranjo mnemônico deliberado, e Mateus omite algumas gerações para obtê-lo, prática normal em genealogias hebraicas, que não pretendiam ser listas completas. O número catorze é o valor numérico das consoantes do nome Davi em hebraico, o que reforça a tese do Evangelho desde a primeira página.
Por que há mulheres na genealogia de Jesus?
Porque Mateus quer que sejam notadas. Tamar, Raabe, Rute e a mulher de Urias são todas estrangeiras ou envolvidas em situações irregulares — e sua presença numa genealogia real, onde mulheres normalmente não apareciam, antecipa que este Messias virá para pecadores e para todas as nações.
Jesus nasceu em 25 de dezembro?
A data não consta em lugar algum da Escritura e foi fixada na Igreja ocidental no século IV. A menção a pastores nos campos à noite sugere estação mais amena, embora o argumento não seja conclusivo.
Quantos eram os magos e eles eram reis?
O texto não informa o número nem os chama de reis. A tradição dos três decorre dos três presentes mencionados; a de reis, de uma leitura posterior à luz de Salmos 72 e Isaías 60. Eram provavelmente astrônomos-sacerdotes do oriente, possivelmente da Pérsia ou Babilônia.
O que foi a estrela de Belém?
Propostas naturais incluem conjunção planetária, supernova ou cometa. O texto, porém, descreve um comportamento que nenhum corpo celeste apresenta a estrela se move à frente dos magos e se detém sobre um lugar específico, o que leva muitos intérpretes a entendê-la como fenômeno sobrenatural.
O massacre dos inocentes realmente aconteceu?
Não há registro fora de Mateus, o que é frequentemente apontado como problema. Duas considerações: Belém era um povoado pequeno, e o número de crianças na faixa indicada seria de poucas dezenas — evento trágico, mas menor diante da escala das atrocidades de Herodes; e Josefo, que documenta a execução da própria esposa e de três filhos por Herodes, registra bem o perfil psicológico que o episódio pressupõe.
Por que Mateus cita Oseias 11,1, que fala de Israel, aplicando a Jesus?
Porque opera com tipologia, não com previsão simples. Jesus é apresentado como o verdadeiro Israel, que refaz e cumpre a história do povo — desce ao Egito, sai dele, passa pelas águas, é provado no deserto quarenta dias. O padrão é intencional e atravessa todo o Evangelho.
Onde está escrito no Antigo Testamento que o Messias seria chamado nazareno?
Em lugar nenhum, literalmente, e Mateus é o único a usar a fórmula no plural “o que foi dito pelos profetas”. A explicação mais provável é um jogo de palavras com netzer, “renovo”, de Isaías 11,1, ou uma alusão ao desprezo associado a Nazaré, cidade sem prestígio algum.
O que são as bem-aventuranças?
As oito ou nove declarações que abrem o Sermão do Monte, descrevendo o caráter dos que pertencem ao Reino. Não são condições a cumprir para entrar, mas retrato de quem já foi alcançado pela graça o que se confirma pela primeira delas, que declara bem-aventurados justamente os que nada têm a oferecer.
O que significa “bem-aventurados os pobres em espírito”?
Significa reconhecer-se espiritualmente falido diante de Deus, sem recursos próprios. É a porta de entrada de todo o Sermão e a razão pela qual ele não pode ser lido como programa de auto-aperfeiçoamento moral.
O Sermão do Monte é possível de cumprir?
Não pelas próprias forças, e o Sermão parece dizer isso deliberadamente ao radicalizar a Lei do ato para o coração e concluir com “sede perfeitos”. Na leitura reformada, ele opera nos três usos da lei: expõe o pecado, contém o mal e para quem já foi regenerado, orienta a vida de gratidão.
Jesus aboliu a Lei do Antigo Testamento?
Ele afirma explicitamente o contrário: não veio abolir, mas cumprir (Mt 5,17). A tradição reformada distingue os aspectos cerimonial, civil e moral da Lei: os dois primeiros encontram seu término em Cristo, e o terceiro permanece como padrão de vida, posição registrada na Confissão de Westminster, capítulo XIX.
O que significa “não julgueis para que não sejais julgados”?
É provavelmente o versículo mais citado fora de contexto da Bíblia. Jesus condena o julgamento hipócrita, e o próprio parágrafo prova isso: quem tira o cisco do olho do irmão deve antes remover a trave do seu, ou seja, deve remover a trave, não abandonar o irmão. Poucos versículos adiante, o mesmo Sermão manda discernir falsos profetas por seus frutos.
O que significa “pão nosso de cada dia” no Pai Nosso?
O adjetivo grego epiousios é praticamente sem paralelo na literatura antiga, e as traduções propostas variam entre “diário”, “necessário à subsistência” e “do dia que vem”. O sentido central é claro: dependência confessada, dia a dia, em vez de acúmulo garantido.
“Não nos deixes cair em tentação” significa que Deus tenta as pessoas?
Não, e Tiago 1,13 afirma expressamente que Deus não tenta ninguém. A petição pede que Deus não nos conduza a provações que nos venceriam, e a segunda metade da frase esclarece o sentido: “mas livra-nos do mal”. Algumas traduções recentes reformularam o verso justamente para evitar o mal-entendido.
O que é a porta estreita?
A imagem de que o caminho da vida é encontrado por poucos e exige entrar por onde não cabem bagagens em contraste com o caminho largo, que não requer decisão alguma. Na leitura reformada, o texto não ensina que a salvação depende de esforço, mas que ela nunca é o percurso automático da multidão.
O que Jesus quis dizer com “nunca vos conheci”, em Mateus 7,23?
Que profecias, exorcismos e milagres feitos em seu nome não substituem o relacionamento real com ele. É um dos textos mais graves do Novo Testamento sobre a possibilidade de atividade religiosa intensa sem regeneração e a base do cuidado reformado com a distinção entre profissão de fé e fé verdadeira.
O que é o pecado imperdoável ou blasfêmia contra o Espírito Santo?
No contexto de Mateus 12, é a atribuição deliberada e endurecida das obras do Espírito ao poder do demônio, por parte de quem vê a evidência com clareza e a rejeita. A observação pastoral clássica é importante e vale registrar: quem teme ter cometido esse pecado demonstra, nesse próprio temor, uma sensibilidade espiritual incompatível com o endurecimento que ele descreve. A angústia por esse tema costuma ser sinal do contrário do que a pessoa receia.
Qual a diferença entre “reino dos céus” e “reino de Deus”?
Nenhuma substancial. Mateus prefere “reino dos céus” por deferência judaica ao nome divino, e os paralelos nos outros Evangelhos usam as duas expressões de modo intercambiável no mesmo contexto.
O que é o reino dos céus segundo Mateus?
O reinado ativo de Deus irrompendo na história em Cristo presente já em sua pessoa e obra, e ainda aguardando consumação. A teologia bíblica reformada resume essa dupla realidade na fórmula “já e ainda não”, e ela explica por que Jesus proclama o Reino como chegado e ao mesmo tempo ensina a orar por sua vinda.
Por que Jesus ensinava por parábolas?
Ele próprio responde em Mateus 13, citando Isaías 6: as parábolas revelam a quem tem ouvidos e velam para quem já decidiu não ouvir. Não são apenas recursos didáticos funcionam também como juízo, separando ouvintes conforme a disposição do coração.
O que significa a parábola do semeador?
Que a mesma Palavra produz resultados distintos conforme o terreno que a recebe, e que apenas um dos quatro tipos frutifica. Na leitura reformada, ela sustenta a doutrina da perseverança: o solo pedregoso e o espinhoso produzem reação inicial visível sem raiz, o que explica abandonos posteriores sem supor perda de salvação verdadeira.
O que ensina a parábola do trigo e do joio?
Que crentes verdadeiros e falsos coexistem na Igreja visível até a colheita final, e que a separação cabe a Deus, não a nós. É um dos fundamentos da distinção reformada entre Igreja visível e invisível.
Sobre qual pedra Jesus edificaria a Igreja, em Mateus 16,18?
A interpretação reformada clássica, sustentada por Calvino, é que a rocha é a confissão que Pedro acabara de fazer — que Jesus é o Cristo, o Filho do Deus vivo. A interpretação católica identifica a rocha com a pessoa de Pedro e nela fundamenta o papado. Uma leitura intermediária, comum entre exegetas protestantes hoje, admite que a rocha seja Pedro em sua função de primeiro confessor e fundamento apostólico, sem que disso decorra sucessão ou primazia jurídica Efésios 2,20 coloca todos os apóstolos como fundamento, com Cristo como pedra angular.
O que são as chaves do Reino e o poder de ligar e desligar?
A autoridade delegada à Igreja de declarar perdão e retenção de pecados mediante a pregação do evangelho e a disciplina eclesiástica. A tradição reformada a entende como autoridade ministerial e declaratória a Igreja anuncia o que Deus decidiu, não decide em lugar dele.
O que significa “onde dois ou três estiverem reunidos”?
No contexto de Mateus 18, é uma promessa sobre disciplina eclesiástica: Cristo está presente quando a Igreja age com o número mínimo de testemunhas exigido pela Lei para confirmar um caso. O uso popular como garantia de presença em pequenas reuniões de oração não é errado em si, Cristo está com os seus, mas não é o que a passagem afirma.
Perdoar setenta vezes sete significa 490 vezes?
Não: a expressão indica ausência de limite, em contraste deliberado com a vingança setenta vezes sete de Lameque em Gênesis 4,24. A parábola que segue explica o fundamento quem foi perdoado de uma dívida impagável não tem base para reter perdão em dívidas pequenas.
O que Jesus quis dizer sobre o camelo e o fundo da agulha?
Que a riqueza é obstáculo real e humanamente intransponível à entrada no Reino. A explicação popular de que haveria em Jerusalém um portão chamado “Fundo da Agulha” não tem apoio arqueológico nem literário e enfraquece o ponto, já que os discípulos reagem perguntando quem então pode ser salvo, e Jesus responde que para os homens é impossível, mas não para Deus.
O que ensina a parábola dos trabalhadores da vinha?
Que a recompensa do Reino é graça, não salário proporcional ao mérito. O escândalo da parábola, todos recebem o mesmo — é exatamente seu ponto, e ela permanece uma das ilustrações mais claras da justificação sem base em obras.
A parábola dos talentos é sobre dinheiro?
Sobre administração fiel do que foi confiado, seja o que for. O talento era unidade monetária de alto valor, e o sentido moderno da palavra “talento” em português deriva justamente desta parábola não o contrário.
A separação entre ovelhas e bodes ensina salvação por obras?
Não, mas ensina que a fé verdadeira produz obras identificáveis. O detalhe decisivo é que nenhum dos dois grupos tem consciência do que fez: os justos perguntam quando serviram a Cristo. A ação misericordiosa aparece como evidência da regeneração, não como fundamento da aceitação.
O que é o Discurso do Monte das Oliveiras?
A resposta de Jesus, em Mateus 24–25, a duas perguntas dos discípulos: quando o Templo seria destruído e qual o sinal de sua vinda. Boa parte da dificuldade interpretativa vem de que as duas coisas são respondidas juntas.
O que significa “esta geração não passará”?
As três leituras principais: a geração contemporânea de Jesus, que de fato viu a destruição do Templo em 70 d.C., sendo o discurso até ali referente a esse evento (posição preterista parcial, comum entre reformados); “geração” no sentido de raça ou povo judeu, que subsistiria até o fim; ou a geração que presenciar os sinais finais. Reformados divergem, e o texto sustenta mais de uma leitura.
O que é a abominação da desolação?
Expressão tirada de Daniel, referindo-se à profanação do santuário. Cumprimentos propostos: a profanação por Antíoco Epifânio no século II a.C., como antecedente; a entrada das legiões romanas no Templo em 70 d.C.; ou um evento escatológico futuro.
Se ninguém sabe o dia nem a hora, por que se calculam datas?
Não deveriam ser calculadas, e Jesus é explícito quanto a isso. A finalidade declarada do discurso não é fornecer cronograma, mas produzir vigilância — as parábolas que o seguem tratam todas de estar preparado quando não se sabe a hora.
Como Judas morreu? Mateus e Atos concordam?
Mateus relata enforcamento; Atos descreve queda e ruptura do corpo. A harmonização tradicional supõe que a corda ou o galho cedeu, e que Atos descreve o estado em que o corpo foi encontrado. É reconstrução plausível, não certeza.
Por que trinta moedas de prata?
Era o preço estipulado na Lei pela morte de um escravo (Ex 21,32), e Mateus liga o episódio a Zacarias 11,12-13 — onde a mesma quantia é chamada, ironicamente, de “esplêndido preço” e lançada na casa do Senhor.
Quem foi Barrabás?
Um preso acusado de sedição, provavelmente insurreto armado, libertado no lugar de Jesus. Alguns manuscritos dão seu nome completo como Jesus Barrabás, e o nome significa “filho do pai” — coincidência que torna a troca ainda mais carregada de ironia.
O que significa “caia sobre nós o seu sangue”, em Mateus 27,25?
É uma fórmula jurídica de assunção de responsabilidade, dita por uma multidão específica diante de Pilatos. Registre-se sem rodeios que essa passagem foi usada durante séculos para justificar perseguição a judeus uso que o texto não autoriza e que a teologia cristã responsável rejeita. O Novo Testamento é escrito por judeus, sobre um Messias judeu, e Paulo declara em Romanos 9 que daria a própria salvação pelos seus compatriotas.
O que foi a ressurreição de santos em Mateus 27,52-53?
Uma das passagens mais enigmáticas dos Evangelhos: sepulcros se abrem na morte de Jesus e muitos santos ressuscitam, aparecendo em Jerusalém após a ressurreição dele. Nenhuma outra fonte registra o episódio. As leituras vão do relato histórico literal à linguagem apocalíptica sinalizando que a morte foi vencida e a honestidade recomenda dizer que o texto é breve demais para resolver a questão.
Por que havia guardas no túmulo?
Porque os líderes religiosos temiam que os discípulos roubassem o corpo e alegassem ressurreição (Mt 27,62-66). O detalhe tem valor apologético indireto: a explicação alternativa que circulava não era que o túmulo estivesse ocupado, mas que fora esvaziado — ou seja, ninguém disputava que estivesse vazio.
O que é a Grande Comissão?
A ordem final de Jesus, em Mateus 28,18-20: fazer discípulos de todas as nações, batizando e ensinando, com base na autoridade que lhe foi dada e na promessa de sua presença permanente. O verbo principal é “fazer discípulos” batizar e ensinar são os meios.
Mateus 28,19 prova a Trindade?
Não a formula como doutrina desenvolvida, mas fornece um dos seus alicerces mais claros: um único nome, no singular, seguido de três pessoas distintas. A formulação seria inexplicável se as três não compartilhassem a mesma natureza divina.
Quantas páginas tem o livro Mateus: A Bíblia de Sermões do Pregador?
Este volume possui 315 páginas.
O livro aborda todo o Evangelho de Mateus?
Sim. A obra foi desenvolvida para acompanhar a exposição do Evangelho de Mateus ao longo de seus 28 capítulos, considerando suas principais perícopes, discursos, narrativas e temas teológicos.
O livro é apenas uma coleção de esboços?
Não. Embora faça parte da coleção Esboços Bíblicos Completos para Pregação Expositiva, o volume foi desenvolvido como uma ferramenta mais ampla de estudo e preparação, reunindo exposição, contexto, pesquisa histórica e cultural, elementos teológicos e aplicações pastorais.
Os sermões são expositivos?
Sim. A proposta é desenvolver a mensagem a partir do texto bíblico, considerando seu contexto e sua estrutura, dentro de uma abordagem histórico-gramatical.
O livro aborda o contexto histórico de Mateus?
Sim. A obra inclui elementos históricos, políticos, culturais, religiosos e geográficos relevantes para compreender o Evangelho no ambiente do século I.
Como Cristo é apresentado nas exposições?
As mensagens procuram compreender cada passagem dentro da apresentação que Mateus faz de Jesus como Messias, Filho de Davi, Rei e cumprimento das promessas das Escrituras, relacionando cada exposição à história da redenção e ao Evangelho sem abandonar o significado original do texto.
Este livro serve para preparar sermões?
Sim. O material pode ser utilizado como referência e base de pesquisa para a preparação de sermões expositivos, séries de mensagens, estudos bíblicos e aulas.
O livro substitui comentários bíblicos e outros recursos de pesquisa?
Não. Ele foi concebido como uma ferramenta integrada de preparação e estudo, mas não pretende substituir a responsabilidade do pregador de realizar sua própria pesquisa, exegese, oração e aplicação pastoral.
Nota final
Mateus foi, durante a maior parte da história cristã, o Evangelho mais lido e mais citado — e a razão é estrutural. Ele abre com uma genealogia que amarra Jesus a Abraão e Davi, e encerra com uma comissão que envia a todas as nações. Entre esses dois pontos, o argumento é constante: o que foi prometido a um povo cumpriu-se numa pessoa, e por meio dela alcança o mundo. É exatamente o arco que a teologia bíblica reformada chama de história da redenção.
Leve Mateus do texto ao púlpito
Preparar uma exposição fiel de Mateus significa compreender mais do que suas histórias e ensinamentos isoladamente. Significa acompanhar a apresentação do Messias, compreender a chegada do Reino, reconhecer a continuidade entre as promessas do Antigo Testamento e seu cumprimento em Cristo e proclamar a mensagem do Evangelho dentro da unidade das Escrituras.
Mateus: A Bíblia de Sermões do Pregador reúne, em 315 páginas, pesquisa, contexto, exegese, Teologia Bíblica, homilética e aplicações pastorais para ajudar você a transformar o estudo cuidadoso do Evangelho em uma exposição bíblica mais consistente.
Estude Mateus em seu contexto. Compreenda sua mensagem. Enxergue Cristo na história da redenção. Prepare sermões expositivos com maior profundidade e proclame fielmente o Evangelho.
Sobre o autor
Rev. Fabiano Queiroz Desenvolve seu trabalho na área de estudo bíblico, Teologia e pregação expositiva, unindo pesquisa, ensino e produção de recursos destinados à formação de pregadores e líderes cristãos.
Sua proposta editorial busca aproximar o rigor do estudo teológico das necessidades concretas do ministério, oferecendo materiais que auxiliem pastores, pregadores, professores e estudantes a compreender melhor as Escrituras e comunicá-las com fidelidade.
Informação adicional
| Autor | Rev. Fabiano Queiroz |
|---|---|
| Formato | eBook (PDF), ePUB (Kindle/iPAD/Kobo) |
| Páginas | 315 |
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